Análise do filme: Festa no céu (2014).

Critica de Filmes

Dirigido por Jorge R. Gutierrez. E que tem no elenco: Channing Tatum, Diego Luna, Guilherme Del Toro, Zoë Saldaña e Kate Del Castilho.

E como ainda estou no ritmo do Dias dos muertos, eu resolvi falar sobre uma animação do qual eu adoro que é Festa no céu. Eu fiquei toda emocionada com a história e toda vez que eu vejo, me faz lembrar amores incondicionais. Isso é tão raro hoje em dia. E nessa animação você vê quando algo é para ser, nada atrapalha. Nem mesmo a morte. Sou romântica exagerada? Talvez até seja, mas não tem como negar o quanto esse filme/animação é lindo e toca no fundo da minha alma.

A trama se volta a Manolo, um jovem dividido entre a tradição familiar de toureiros e seu desejo de ser músico. Algo que seu avô era. Ele traz lembranças desse avô. Além dele há Joaquin. Os dois são amigos de infância e são apaixonados pela mesma mulher: Maria. Os três se separam. Maria vai para a Europa enquanto Manolo se dedicou a ser toureiro e Joaquin virou militar.

Um guia de museu conta a lenda do Livro da Vida a um grupo de estudantes, e dois deuses – La Muerte (governante da Terra dos Lembrados) e Xilbalba (governante da Terra dos Esquecidos) fazem uma aposta sobre quem irá conquistar o coração de Maria.

Manolo precisa se reconciliar com sua herança familiar sem renunciar aquilo que ele é. Sua verdadeira identidade. Maria é alguém independente e quem ambos os rapazes desejam. E projetam nela seus sonhos, desejos. É alguém de muito valor a ambos. Joaquin é aquele que aparenta ser um “herói”. E que explora a máscara social.

Manolo passa pelos três mundos: dos Vivos, dos  Lembrados e dos esquecidos. E com cada mundo, aprendeu muita coisa e amadureceu muito. Ele aprendeu a lidar com o luto e a reescrever a história da sua família. E a aceitar aquilo que ele é. A sua identidade como pessoa. O luto tem que ser vivenciado e superado. E de preferência usarmos como exemplos e aprendermos a lidar com as diferenças. E respeitar o tempo de cada pessoa.

Eu amo toda a estrutura desse filme. As cores vivas, brilhantes, as músicas. A forma como os personagens se lembram de pessoas queridas que já não estão mais presentes. E como há tantas metáforas, camadas, simbolismos. Sem dúvida, para mim é uma das melhores animações.

Outra coisa que me deixou encantada foi aprender um pouco mais da cultura mexicana. Sou uma mulher que amo aprender sobre outras culturas, países, entre outras coisas.

Enfim, é um filme cheio de cor, emoções e música. Apesar de parecer uma fábula infantil nos mostra a necessidade do ser humano de lembrar e ser lembrado. Nós temos que ressignificar o luto. Criar um novo laço, vínculo com aquele ser, ente querido. Manolo precisou entender que era diferente dos pais sem romper o amor, o afeto, o carinho.

E mesmo Joaquin sendo o “herói” da força, Manolo era sensível. E era capaz de chorar, amar e ser fiel a si mesmo.

Quem é lembrado nunca morrerá de verdade, já que estará sempre no coração e na mente daquele que o lembra com carinho. O amor nunca acaba só mudará a forma.

Hoje estou filosófica. To be or not to be… Is this question. Bem vou ficando por aqui. O que vocês acharam? Se quiserem comentar abaixo, fique a vontade. Um beijo a todos e até a próxima matéria.

Loading

Compartilhe nosso artigo

2 thoughts on “Análise do filme: Festa no céu (2014).

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *