Dirigido por Elia Kazan, é baseado numa peça de Tennessee Williams com o mesmo nome. Esse melodrama é estrelado por Marlon Brando, Vivien Leigh e Kim Hunter.
Ontem foi o aniversário celestial de Vivien Leigh e eu como fã não poderia deixar de fora. Eu gosto de vários filmes, porém decidi falar sobre esse filme. Vivien Leigh era uma ótima atriz e acho que não é tão falada assim. Eu irei trazer mais análises de filmes com ela. Meu objetivo é trazer grandes clássicos, atores e diretores do cinema mundial.
Bem… Vamos a sinopse do filme. A trama começa com Blanche Dubois (Vivien Leigh), uma mulher frágil, elegante e de padrões refinados. Ela vai a Nova Orleans para visitar sua irmã Stella Kowaski (Kim Hunter) que está grávida. Blanche tem um ar misterioso e de certa forma, te faz lembrar das femmes fatales dá década de 1940. Blanche tem um passado sombrio. Na verdade, Blanche está procurando um lugar para morar, já que ela foi expulsa de sua cidade e perdeu seu posto de professora, após seduzir um jovem de 17 anos. Ela é viciada em álcool e aparenta ser uma mulher neurótica. Blanche diz gostar de virtudes e dos bons “costumes”, só que seu comportamento é oposto disso. De certa forma ela está desiludida e amargurada com a vida que leva.
Quando Blanche chega à casa da irmã, ela diz ter perdido a propriedade da família, a fazenda Belle Rêve, e busca refúgio por lá, lugar que para ela é muito humilde, popular e barulhento. A irmã mais velha começa a demonstrar desconforto com o ambiente e com o comportamento rude de Stanley Kowalski (Marlon Brando), o seu cunhado.
Isso para mim não é novidade, pois Stanley tem alguns comportamentos parecidos com o dela. Inclusive o vício a bebida. Stanley era um homem simples, mas muito intenso. Possessivo, impulsivo, agressivo. Mas essa “antipatia” foi recíproca e ele vai atrás de informações sobre Blanche. E descobre que ela não é tão “cheia de virtudes” como diz ter. E acabou sabendo dos casos bem destrutivos que teve depois que o marido morreu.
Essa convivência entre os três se torna impossível e explosiva. Blanche tenta manter uma aparência de mulher sonhadora e culta, fugindo da realidade através da fantasia e do álcool. E quanto a Stella fica dividida entre a lealdade à irmã e ao amor pelo marido. E dessa forma, tenta mediar o conflito, mas o caos já tinha sido instalado e culminou em um colapso.
Stanley se sente ameaçado pela cunhada e humilhado. E dessa forma, a briga entre os dois se torna cada vez pior. Isso nos mostra que tanto Stanley quanto Blanche estavam desequilibrados. E de certa forma, eram “perigosos” por não terem o equilíbrio necessário para sobreviverem em um lar saudável.
Esse filme ganhou quatro Oscars. Incluindo de melhor atriz a Vivien Leigh. Achei muito merecido. Ela está incrível nesse papel. Talvez um dos melhores papéis de sua carreira.
Eu recomendo a todos essa obra prima de Elia Kazan. Esse diretor dirigiu esse filme com maestria. Mas e vocês? O que acharam do filme? Do diretor e das atuações dos atores? Para mim sem dúvida foi uma das melhores do Marlon Brando também.
Quem quiser comentar, fique a vontade. Essa psicóloga vai ficando por aqui. Um beijo e até a próxima matéria.
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Na minha opinião o filme mesmo sendo de época retrata a nossa dura realidade de hoje , onde as mulheres sofrem abusos psicológicos todos os dias por seus entes queridos ou até mesmos por seus companheiros. O filme retrata a vida de uma mulher que teve um luto conturbado e sem apoio necessário faz com que a personagem mergulhe no mundo sombrio do vício pelo álcool e pelo dom da manipulação afetiva onde ela se sente altiva e voraz para seduzir , enganar e desfrutar de um bem star momentâneo que nao a leva a nada . Filme muito bom e reflexivo
Um filme que segue muito atual. Para a época achei bastante ousado por que é visceral e cruel. Me lembra Rashomon, com diversos personagens mostrando suas maneiras de ver a vida. Neste caso méritos totais do Elia Kazam em fazer cada personagem crescer dentro da história;
E tem uma frase nele impactante pra mim até hoje: “Eu não quero realidade, eu quero magia! Eu deturpo as coisas, digo o que deveria ser verdade e se isso é pecado não quero ser punida” – Blanche.
Este foi o Oscar mais fácil para uma atriz por que Viven Leigh dominou
Parabéns pela análise!
Um filme que segue muito atual. Para a época achei bastante ousado por que é visceral e cruel. Me lembra Rashomon, com diversos personagens mostrando suas maneiras de ver a vida. Neste caso méritos totais do Elia Kazam em fazer cada personagem crescer dentro da história;
E tem uma frase nele impactante pra mim até hoje: “Eu não quero realidade, eu quero magia! Eu deturpo as coisas, digo o que deveria ser verdade e se isso é pecado não quero ser punida” – Blanche.
Este foi o Oscar mais fácil para uma atriz por que Vivien Leigh dominou
Parabéns pela análise!