Dirigido por Daniel Filho e baseada na peça de Miguel Fabella, é estrelado por Glória Pires, Lilia Cabral, Thiago Fragoso, Paloma Duarte, Andréa Beltrão, Herson Capri, Guta Stresser.
Eu vi a primeira vez no cinema e simplesmente adorei. Eu sou suspeita para falar já que amo, tudo relacionado ao Miguel Falabella, mas esse elenco também é sensacional. Glória Pires, Lilia Cabral e Andréa Beltrão são incríveis. E estão ótimas no elenco.
Após a morte da mãe, quatro irmãs: Selma (Glória Pires), Regina (Andreia Beltrão), Laura (Paloma Duarte) e Lúcia (Lilia Cabral), se reencontram no Rio de Janeiro para resolver a partilha dos bens deixados pela mãe falecida. O que deveria ser algo rápido e burocrático se transforma em uma verdadeira catarse emocional, trazendo a tona coisas que aconteceram entre elas, rivalidades, brigas, antigos namorados, segredos que cada uma achava que iria levar para sempre.
Em vários momentos do filme, eu me identifiquei com cada uma delas. Selma é a mais velha e que tenta controlar mais as coisas. Ela acha que sempre carregou a família nas costas e espera ser reconhecida por isso. Lúcia se separou de seu marido e seu filho para viver um grande amor em Paris. Regina é a irmã com a cabeça mais aberta e está sempre preocupada com sua iluminação pessoal. E também gosta de se divertir com homens. Laura, a mais nova é uma mulher bem intelectual, mas séria e está sempre surpreendendo as irmãs com as suas opções. Inclusive sexuais. E pretende sair do Brasil para fazer o seu doutorado. Juntas, elas fazem um balanço de tudo o que viveram no passado e tentam enfrentar as novas situações que o presente está lhe impondo.
O filme é cheio de diálogos divertidos e cenas cheias de brigas e confusões. Esse filme também fala sobre fraternidade.
Ou seja, no decorrer dessa convivência, elas perceberam que a verdadeira “herança” deixada pela mãe, foi à necessidade de todas elas se apoiarem, se fortalecerem, aceitarem as diferenças e resgatarem o vínculo familiar e emocional que parecia ter sido perdido. A partilha dos bens, então, torna-se a partilha de suas próprias histórias, culpas, afetos e identidades.
O filme mistura drama e humor para retratar, com sensibilidade, o universo feminino, as relações familiares e os conflitos internos que surgem à superfície quando não é bem tratado.
Há cenas icônicas. Um exemplo é quando as irmãs cantam e dançam na praia a música Dancing Days. Eu recomendo e muito ver esse filme. Com certeza você irá se identificar com uma delas.
Bem, eu vou ficando por aqui. Quem quiser comentar algo, fique a vontade. Um beijo a todos e até a próxima matéria.
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