Análise do filme: Alice não mora mais aqui. (1974)

Critica de Filmes

Dirigido por Martin Scorsese e estrelado por Ellen Burstyn, Kris Kristofferson, Harvey Keitel, Alfred Lutter III, Diane Ladd, Jodie Foster.

Hoje é aniversário de Martin Scorsese e não poderia deixar de fazer um artigo de algum filme dele. Alice não mora mais aqui de 1974 tem um grande elenco. Ellen Burstyn está ótima aqui como a mãe de um adolescente que muda de cidade e precisa trabalhar duro, como garçonete para manter os dois. O Oscar de melhor atriz foi bem merecido. Eu vi esse filme na década de 80. Jodie Foster também está no elenco e mesmo com uma pequena participação me fez ficar encantada com o seu talento. Gostei também do papel do Kris Kristofferson e achei que ele como parceiro de Ellen Burstyn (No filme) ficou muito bom.

Alice Hyatt (Ellen Burstyn) é uma dona de casa que vive um caos no interior do Arizona. Ela vive um casamento infeliz com Donald, um homem grosseiro (que a agride física e emocionalmente). Ela vive se lembrando de momentos da juventude em que sonhava ser uma cantora profissional. Seu único conforto em casa é o filho de 12 anos, Tommy (Alfred Lutter III). Ele é um jovem adolescente inteligente, sensível, rebelde, porém tem um bom vínculo com a mãe.

A vida de ambos muda completamente quando Donald morre em um acidente. Mesmo sem saber como fazer, Alice decide recomeçar a vida. Determinada a voltar o antigo sonho de ser cantora profissional, parte com Tommy para a Califórnia, onde morou quando jovem. E pretende ganhar a vida como artista.

Só que não foi tão mar de rosas assim durante a viagem. Ela ficou com o dinheiro contado, se hospedou em lugares precários. Eles pararam em Phoenix e Alice teve uma oportunidade em cantar em um bar, mas acaba se envolvendo com o empresário Ben. (Harvey Keitel). Só que ele já era casado com outra mulher, além de ser um cara extremamente possessivo e violento.

Assustada e preocupada com as atitudes violentas de Ben, Alice foge novamente com o filho. Eles chegam em Tucson, onde ela consegue o emprego como garçonete em um restaurante simples.

Nesse restaurante, ela conhece Flo (Dianne Ladd), é uma mulher durona e bem-humorada, uma colega de trabalho que é justamente o tipo de amiga que Alice estava precisando. Já que ela era nova na cidade e não conhecia ninguém.

Apesar de não ser o emprego dos sonhos, Alice começa a construir uma nova sensação de estabilidade. É no restaurante que ela conhece David (Kris Kristofferson), um fazendeiro divorciado, um homem gentil e paciente.

E com o passar do tempo, eles constroem um relacionamento baseado em respeito e afeto. Algo que Alice nunca tinha vivido antes. E ela fica com medo, confusa e se vê dividida entre seguir o seu antigo sonho de ser cantora e a necessidade de oferecer segurança emocional e financeira para o filho.

E apesar de todas as suas inseguranças, medos, falhas, Alice percebe que buscar um lar não significa abrir mão de si mesmo. Ao encontrar um equilíbrio entre seus sonhos e o momento em que está vivendo, ela escolhe viver uma vida mais livre, mais cheio de amor, independência. Alice, finalmente se autodescobriu e viu que não precisava ter um parceiro agressivo, violento para se sentir amada e protegida.

Bem eu vou ficando por aqui. O que vocês acharam do filme? Quem quiser comentar, fique a vontade. Um beijo a todos e até a próxima matéria.

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