Análise do filme; Kramer VS. Kramer. (1979)

Critica de Filmes

Dirigido por Robert Benton e estrelado por Dustin Hoffman, Meryl Streep, Justin Henry, JoBeth Williams, Jane Alexander e Howland Chamberlain.

Esse drama jurídico é baseado em um livro com o mesmo nome, e que foi escrito por Avery Corman em 1977. Para mim é um dos melhores filmes de divórcio e de que tenha tribunais. Dizer que Meryl Streep está ótima é chover no molhado. Quando é que essa atriz não está ótima. Esse é um dos filmes que mais gosto dela. Dustin Hoffman também arrasa na trama.

A trama acompanha a jornada intensa e emocionante de Ted Kramer. (Dustin Hoffman), um publicitário talentoso, porém completamente viciado no trabalho. Ele mal para em casa. Ainda mais agora que acredita estar no auge de sua carreira. E Ted está muito perto de conseguir uma promoção.

Sua vida muda completamente, quando sua esposa, Joanna Kramer (Meryl Streep) decide deixá-lo com o filho pequeno, Billy (Justin Henry) que tem apenas seis anos. Você consegue perceber o quanto ela está se sentindo esgotada tanto física quanto emocionalmente. Ela está cansada de estar fazendo tudo na casa e cuidando sozinha do filho. Joanna os abandona e deixa o menino sobre os cuidados exclusivos de Ted.

No início, Ted fica desesperado já que não tem experiência e prática em cuidar do filho e nem sabe nada da rotina do mesmo. E ele foi obrigado a se tornar pai em tempo integral e tentar fazer o seu trabalho como Publicitário. E você acaba se divertindo com a vida caótica que se transforma a rotina dele. Problemas com domésticas, babás, faxineiras, problemas na escola do filho, além de noites mal dormidas.

Você pensa no início que ele não iria conseguir tomar conta do filho sozinho, mas por incrível que pareça aos poucos às coisas vão se ajeitando e tudo vai se encaixando. E ambos vão se tornando grandes amigos. O vínculo entre os dois se fortalece muito. Ted descobre o valor da presença paterna e começa a redefinir suas prioridades. Até mesmo abrindo mão de oportunidades melhores no seu emprego para se dedicar ao filho.

Quase um ano depois, Joanna retorna totalmente recuperada emocionalmente e convencida de que agora está pronta para ser mãe e cuidar do filho. Ela pede a guarda de Billy. E isso se transforma em uma dolorosa batalha judicial, expondo feridas e mágoas além dos limites de cada um.

A disputa está acirrada. Joanna argumenta que sempre esteve presente e ligada emocionalmente ao filho, enquanto Ted comprova na prática, como mudou a sua vida para cuidar de Billy.

A guarda fica com Joanna, mas ao ver o impacto que isso teria na vida do filho por estar distante do pai, ela muda de opinião e decide deixar Billy com Ted. E confirmando dessa forma, que o bem estar do filho está acima de suas próprias necessidades.

Joanna mostrou que o amor parental pode se manifestar de várias formas, e que, às vezes, exige renúncia. O que mais gostei foi o amadurecimento de ambos os pais. Eles aprenderam o verdadeiro significado do amor parental.

O filme ganhou cinco Oscars: Melhor filme, melhor ator (Dustin Hoffman), melhor atriz coadjuvante (Meryl Streep) e melhor roteiro adaptado.

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