Dirigido por Richard Quine e estrelado por Natalie Wood, Tony Curtis, Henry Fonda, Lauren Bacall e Mel Ferrer.
Embora o filme tenha sido lançado em 1961, aqui no Brasil começou a ser exibido a partir de 1964. E essa comédia romântica é uma das melhores da década de 1960. Pelo menos para mim. Eu já vi tantas comédias românticas que eu posso dividir por décadas. E por que é uma das melhores para mim? Porque tem humor inteligente. Amo esse plus nas comédias românticas. Além do elenco. Só fera por aqui.
Esse filme eu tenho em DVD e fiz questão de ter na minha coleção. Em vários momentos dou muita risada. Todo o elenco está fundamental. Mel Ferrer foi o primeiro marido da Audrey Hepburn e quem ainda não viu nada dele. Aqui está uma chance em vê-lo atuando.
Em algumas cenas me lembrei de filmes como Abaixo o amor com Renée Zellweger e Confidências a meia noite. A premissa é parecida. Lauren Bacall e Henry Fonda como um casal também ficou muito bom. Eu amei ver os dois juntos. Aqui Natalie Wood faz par romântico com Tony Curtis. Essa parceria irá se repetir em A corrida do século em 1965.
O filme mostra o dia a dia de Helen Brown (Natalie Wood), uma jovem psicóloga. Ela é brilhante e acaba de ganhar prestígio e fama ao publicar um livro revolucionário sobre o comportamento feminino e independência emocional. Ela é inteligente e dedicada ao trabalho. Helen defende que as mulheres modernas não precisam se prender a relações infelizes, abusivas ou tóxicas e que devem construir uma vida plena por conta própria.
É claro que isso causou polêmica e burburinho por todos os lados. Seu livro virou um Best seller em pouco tempo. E isso estava revolucionando os vários tipos de relacionamento, inclusive casamentos. Os homens ficaram preocupados e sem saber o que fazer quando suas mulheres começaram a seguir algumas coisas do tal livro escrito por Helen.
Do outro lado da cidade, Bob Weston (Tony Curtis), é um jornalista mulherengo, cínico, famoso por suas matérias sensacionalistas. Ele se acha um último biscoito do pacote. Quando seu editor exige que ele escreva uma reportagem bombástica sobre Helen e seu livro, Bob vê a oportunidade perfeita para um grande furo de jornal. É nessa hora que eu digo: Ah! Coitado. Não sabe nada a criança inocente!
Para conseguir informações comprometedoras, Bob decide se passar por um paciente com problemas conjugais, usando como “modelo” um casal de vizinhos que vivem constantemente em pé de guerra. Ele pensa que ao manipular as sessões, conseguirá achar contradições vindas da doutora e assim desmascarar suas teorias publicamente.
Mas será que esse plano dá certo? Sério Bob que você acha que Helen é tão ingênua assim? Claro que não. E o plano começa a desmoronar quando a psicóloga mesmo desconfiada, demonstra uma extrema empatia e uma sensibilidade que Bob não esperava.
Conforme seus encontros se tornavam mais frequentes, Bob se vê atraído por sua doçura, inteligência e feminilidade. Helen, por sua vez, começa a se envolver com o suposto “paciente atormentado”.
Há uma cena que eu acho hilária dos dois se abraçando, beijando e tendo um momento mais íntimo e ele imita a cena de Quanto mais quente melhor. Eu dou muito risada e acho essa cena icônica.
E para tornar o caos ainda maior, o casal de vizinhos é envolvido no meio disso. E Bob percebe que suas mentiras estão com os dias contados.
E é nesse momento em que as coisas acabam ficando mais divertidas ainda. Entre encontros românticos, mal-entendidos e perseguições as histórias se cruzam em vários momentos.
E o que será que acontece entre os casais? Será que vão ficar separados? Será que vão fazer as pazes? Vão dar uma chance de provar o que realmente sentem?
Só posso dizer que após muitas confusões e discussões, ambos percebem que suas visões sobre amor, independência e relacionamentos podem coexistir. Desde que haja honestidade e confiança.
Eu sempre que posso revejo esse filme. A química entre Tony Curtis e Natalie Wood funcionava para mim. Bem, o que vocês acharam do filme? Quem quiser comentar abaixo, fique a vontade. Um beijo a todos e até a próxima matéria.
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Por incrível que pareça ainda não assisti esse filme, grande elenco, perfeito sua análise