A IMPORTÂNCIA DA DILATAÇÃO TEMPORAL DENTRO DE UM ÚNICO PLANO NAS OBRAS DE ANDREI TARKOVSKY🎬🎥
Marcelo Kricheldorf
Andrei Tarkovsky é um dos mais influentes diretores de cinema da história, conhecido por suas obras que exploram a condição humana, a existência e a relação entre o homem e o tempo. Uma das características mais marcantes de suas obras é a dilatação temporal dentro de um único plano, que se tornou uma das marcas registradas de seu estilo.
A dilatação temporal é uma técnica cinematográfica que consiste em estender o tempo de um plano além do que é considerado normal. Isso pode ser feito através da utilização de planos longos, que mostram a ação em tempo real, ou através da utilização de técnicas de edição que criam a ilusão de que o tempo está sendo estendido.
Tarkovsky utilizou a dilatação temporal em muitas de suas obras, incluindo “Andrei Rublev”, “Solaris”, “O Espelho” e “Nostalgia”. Em “Andrei Rublev”, por exemplo, Tarkovsky utiliza planos longos para mostrar a criação de ícones religiosos, criando uma sensação de tempo estendido e permitindo que o espectador se imerja na ação.
Em “Solaris”, Tarkovsky utiliza a dilatação temporal para criar uma sensação de isolamento e solidão. O personagem principal, Kris Kelvin, está sozinho em uma estação espacial, e Tarkovsky utiliza planos longos para mostrar sua solidão e isolamento.
A dilatação temporal também é utilizada por Tarkovsky para criar uma sensação de mistério e ambiguidade. Em “O Espelho”, por exemplo, Tarkovsky utiliza planos longos para mostrar cenas da infância do personagem principal, criando uma sensação de mistério e ambiguidade sobre a natureza da realidade.
Em resumo, a dilatação temporal é uma técnica cinematográfica que é fundamental para o estilo de Andrei Tarkovsky. Ela permite que o espectador se imerja na ação, cria uma sensação de tempo estendido e permite que Tarkovsky explore temas como a solidão, o isolamento e a ambiguidade.
Algumas das obras de Tarkovsky que mostram a importância da dilatação temporal incluem:
- “Andrei Rublev” (1966)
- “Solaris” (1972)
- “O Espelho” (1975)
- “Nostalgia” (1983)
- “O Sacrifício” (1986)
Essas obras mostram a habilidade de Tarkovsky em utilizar a dilatação temporal para criar uma sensação de tempo estendido e para explorar temas profundos e complexos.
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Um dos grandes diretores – parabéns pela análise