Dirigido por Pedro Almodóvar e estrelado por Marisa Paredes, Victoria Abril, Miguel Bosé, Agustín Almodóvar, Alfredo F. Mayo e Javier Bardem.
Está aí um filme do Pedro Almodóvar que vi na época que foi lançado. Mesmo tendo apenas dezesseis anos, eu me lembro de ter visto na época. Eu acompanho o trabalho da Victoria Abril há muito tempo. E nessa época, eu já tinha visto muitas coisas com ela. E aqui ela está estupenda. Marisa Paredes e Miguel Bosé também. Esse é o meu filme favorito de Pedro Almodóvar. E se eu indico a todos? Com certeza. Principalmente para aqueles que assim como eu amam o seu trabalho.
A trama acompanha a intensa e turbulenta relação entre Becky Del Páramo (Marisa Paredes), uma famosa cantora espanhola e sua filha Rebeca (Victoria Abril), uma mulher que cresceu praticamente abandonada pela mãe devido à carreira artística de Becky.
Após muitos anos distante da família, Becky retorna a Madri e assim tenta se reaproximar da filha já adulta. Rebeca é uma apresentadora de telejornal, é casada com Manuel (Féodor Atkine), um antigo amante de sua mãe. E tem um casamento aparentemente estável.
Mas o relacionamento entre mãe e filha não melhorou nada. Muito pelo contrário, as duas cheias de ressentimentos, rivalidades e uma admiração secreta. Quando Becky faz uma apresentação especial, as duas tentam reconstruir o laço emocional das duas. Porém os conflitos reprimidos voltam à tona: a admiração quase obsessiva de Rebeca pela mãe, o abandono emocional na infância e a figura de Manuel como ponto de tensão entre as duas.
A situação se torna trágico, quando Manuel é assassinado e em uma forma misteriosa. Rebeca se torna a principal suspeita, e o caso passa a ser investigado pelo juiz Dominguez (Miguel Bosé), um homem excêntrico que, secretamente se transforma em cover de Becky, a drag Queen “Letal”, para se aproximar psicologicamente das duas mulheres.
Enquanto a investigação avança, todos que viviam com Manuel tinham segredos profundos. Porém, Rebeca está emocionalmente frágil e acaba confessando o crime numa mistura de culpa e desespero. Sua narrativa estava tão coerente, levantando dúvidas sobre ser a verdadeira culpada.
Becky decide assumir a culpa pelo assassinato para proteger a filha, revelando o amor que sempre sentiu, apesar de ter ficado tanto tempo fora de caso e longe de Rebeca. Mas será que elas vão conseguir reconstruir seu laço consanguíneo? Ou já é tarde demais? Será que Rebeca consegue se libertar emocionalmente? E se reconectar consigo mesma?
Há uma cena íntima entre o juiz Dominguez e Rebeca e essa cena é uma das minhas cenas favoritas. Eu já vi essa cena várias vezes.
E vocês? O que vocês acharam desse filme? Quem quiser comentar abaixo, fique a vontade. Um beijo a todos e até a próxima matéria.
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