Análise do filme: Lágrimas de Palhaço. (1924)

Critica de Filmes

Dirigido por Victor Sjöström e estrelado por: Lon Chaney, Norma Shearer, John Gilbert, Tully Marshall e Marc McDermott.

Olá pessoal. Eu estou de volta e vou falar de um filme feito na era do cinema mudo, mas que tem tons de terror, suspense. E quem tem medo de palhaço vai ter com esse também. Em algumas cenas você fica com pena e com medo dele. Aqui temos um filme que usa e muito do jogo de sombras do expressionismo alemão.

Eu revi recentemente o filme. Quem não viu ainda a editora: Obras Primas em um Box chamado Cinema Mudo. E como sempre, impecável.

O filme é uma mistura de drama com pitadas de suspense e terror. E quem ainda não tinha visto nada da Norma Shearer é uma ótima oportunidade. Aqui ela não é a atriz principal, apenas coadjuvante, mas já trabalhava muito bem com seus apenas 22 anos.

Essa talentosa Canadense, nasceu em Montreal em 10 de Agosto de 1902. Seu primeiro trabalho no cinema foi em 1920 no filme The Stealers. Além de Norma, temos no elenco John Gilbert. Outro ícone do cinema mudo. Muito famoso e popular em Hollywood. Ele manteve um relacionamento com Greta Garbo por um bom tempo e até teve um caso com Marlene Dietrich. Ele começou a fazer filme em 1915 no filme The Coward onde seu nome não foi creditado e seu último trabalho foi em 1934 em The Captain Hates the sea.

Mesmo os dois atores não sendo personagens principais, achei interessante trazer um pouco sobre ambos. Mas agora vou voltar ao filme.

Lágrimas de palhaço (como está no Box das Obras Primas), narra a trágica história de Paul Beaumont (Lon Chaney), um cientista dedicado que faz descobertas importantes na área da Ciência e que confia de uma forma bastante ingênua em um aristocrata bem oportunista, chamado Barão Regnard. (Marc McDermott)

Quando Paul mostra sua pesquisa para uma academia científica, o Barão trai a sua confiança e o seu trabalho. Barão apresenta o trabalho como se fosse seu e ainda ridiculariza o cientista publicamente. E assim, o transformando em motivo de riso para as outras pessoas presentes.

Paul foi humilhado, traído também por sua esposa Mary Beaumont (Ruth King) que prefere ficar com o Barão. Paul profundamente abalado deixa de ser cientista e começa a se vestir como palhaço. Ele se torna famoso por um número bem inusitado. Toda noite ele entra no picadeiro para ser esbofeteado várias vezes. E a plateia que não conhece sua verdadeira identidade morre de rir, gargalha sem saber que ele está revivendo tudo o que passou antes de ir para o circo.

E toda vez que o público gargalha, ecoa sua dor interna, e as lágrimas por trás da maquiagem simbolizam seu tormento emocional.

A dor, a mágoa, o ressentimento e até mesmo o ódio que ele sente pelas coisas que passou são bem nítidas.

Nesse mesmo circo, Paul conhece Consuelo. (Norma Shearer), uma jovem doce e talentosa equilibrista. Ele comece a se sentir vivo novamente. Ela fez o coração dele bater forte de novo, mas Consuelo está apaixonada por Bezano (John Gilbert) que também trabalha no circo com ele.

Paul, apesar de nutrir sentimentos por Consuelo, jamais tenta prejudicá-la e começa a tentar protegê-la de todas as formas.

Os conflitos do passado de Paul retornam com força total quando o Barão, o homem que destruiu seus planos e até a própria vida, começa a cortejar Consuelo. E a presença desse homem, começa a reacender a ferida que ainda não estava cicatrizada. Determinado a impedir que sua musa não passasse pelo mesmo que passou, Paul enfrenta o Barão e nesse momento sela o destino de todos os envolvidos.

E no final, Paul descobre ter uma força emocional que ele não sabia ter. E que nunca tinha conseguido se expressar em sua vida pessoal. Ele era um homem que tinha sido vítima de uma tragédia e que tinha a alma sangrando enquanto fazia o público rir.

Mas o Destino prega peças e a roda da fortuna gira. Um dia você pode estar por cima e noutro embaixo. Então terá reviravoltas interessantes. E acredito que vocês vão gostar.

E vocês? O que vocês acharam desse filme? Quem quiser comentar, fique a vontade. Um beijo a todos e até a próxima matéria.

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