Dirigido por Billy Wilder e estrelado por: Ray Milland, Jane Wyman, Doris Dowling, Howard da Silva, Frank Faylen e Phillip Terry.
Esse filme é um dos melhores e mais marcantes sobre o alcoolismo na história do cinema. Ray Milland está ótimo nesse papel de viciado em álcool. E mostra com detalhes como uma pessoa que passa por uma desintoxicação fica. Os sintomas são bem parecidos com a realidade. Eu achei excelente a parte das alucinações. E infelizmente, é algo que muitas pessoas passam.
Não é a toa que esse filme Noir/drama ganhou vários prêmios. Entre eles, 4 Oscars em 1946. Melhor filme, melhor diretor (Billy Wilder), melhor ator (Ray Milland) e melhor roteiro adaptado.
Ganhou o grande prêmio do Festival de Cannes (1946). Foi o único filme da história a ganhar o melhor prêmio de Cannes e Oscar de melhor filme no mesmo ano.
Além disso, é frequentemente citado em listas como um dos melhores filmes sobre dependência química. É considerado um marco na representação do alcoolismo no cinema.
A trama acompanha Don Birnam (Ray Milland), um escritor talentoso, mas profundamente atormentado pelo alcoolismo. Apesar de tentar manter as aparências de que está se recuperando, ele vive em constante luta entre a promessa de se manter sóbrio e o impulso incontrolável de beber.
A história se passa ao longo de um final de semana. Nesse fim de semana, o irmão Wick pretende levar Don para viajar e assim o ajudá-lo a manter fora das bebidas.
No entanto, você já nota desde o início, que Don esconde uma garrafa de uísque presa à janela. Seu vício pelo álcool já o domina completamente. Quando Wick (Phillip Terry) sai por alguns instantes, Don encontra uma desculpa para tomar a bebida.
E conforme vai avançando o final de semana, Don vai piorando e mergulhando em uma espirar mais profunda. Ele tentar beber em bares, penhorar sua máquina de escrever para conseguir mais dinheiro e inclusive, roubar. Sempre em buscar de beber mais uma dose.
E o ato de ir em busca de mais bebida é vista por todos. Inclusive, o garçom Nat (Howard da Silva) que observa sua queda com tristeza e impotência.
E meio a isso, Don se lembra de como conheceu sua namorada, Helen St. James (Jane Wyman), uma mulher sensível que o ama genuinamente e tenta ajudá-lo a encontrar uma estabilidade maior. E através dessas lembranças vamos vendo que seu vício pela bebida tem raízes em suas inseguranças como escritor e sua baixa autoestima.
E mostra que Helen se mantém sempre ao seu lado, mesmo quando Don a afasta por vergonha e desespero.
O ponto mais dramático do filme acontece quando Don, em plena abstinência, sofre um delírio alcoólico perturbador. E foi ilustrado por alucinações e terror psicológico. E essa cena é um dos momentos mais icônicos do cinema noir psicológico.
Após ser levado ao hospital psiquiátrico para alcoólatras, e vendo como os outros pacientes são manipulados, ele foge daquele lugar.
Quando Don atinge o fundo do poço e considera se suicidar como saída de seus problemas, dores e fracassos, Helen o encontra e insiste que vai apoiá-lo. Nesse confronto emocional, Don finalmente enfrenta seu problema. Inspirado pela devoção e amor genuíno de Helen ou até mesmo pelo que sobrou do sonho em ser escritor, ele decide tentar recomeçar e escrever um livro contando sua experiência como alcoolismo.
Mas a pergunta de um milhão de dólares. Será que ele vai conseguir vencer essa doença e dar a volta por cima? Sinceramente eu não sei devido ao nível de dependência em que ele se encontrava.
Bem, apesar de ser um filme forte e sensível é ótimo. E uma boa maneira de saber como é a vida de um alcoólatra.
E o que vocês acharam do filme? Quem quiser comentar, fique a vontade. Um beijo a todos e até a próxima matéria.
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Parabéns pelo Artigo.
Um dos grandes filmes do diretor Billy Wilder
Farrapo Humano um dos melhores filmes de Billy Wilder e é um dos meus diretores favoritos.
Parabéns pelo Artigo.