Sinopse: Elle Woods é uma típica patricinha, estudante de moda e membra de irmandade. Mas na ocasião em que ela espera ser pedida em casamento por Warner, seu namorado rico, filho do governador, ele desfaz o namoro, dizendo que quer ir para a Harvard Law School e vai fazer melhor para ele “casar com uma Jackie, não uma Marilyn”. Cansada de sofrer com o estereótipo da futilidade, Elle resolve entrar para a mesma faculdade de Direito e provar que inteligência não depende de aparências.
Elenco: Reese Witherspoon, Luke Wilson, Selma Blair, Matthew Davis, Victor Garber, Jennifer Coolidge, Ali Larter e Linda Cardellini.
Direção: Robert Luketic
Roteiro: Karen McCullah Lutz e Kirsten Smith
Hoje farei análise desse filme que fez 24 anos esse mês. Esse é aquele filme que parece um baita clichê quando você só vê a capa dele, mas ao assistir ele se mostra ser muito mais que isso. Lembro de ter assistido pela primeira vez ainda na infância, na TV Record, mas claro, naquela época eu não entendia o peso e a mensagem mais importante que ele passava.
Com um título inusitado e que nos faz questionar oque ele quer dizer e só nos deixa entender ao desenrolar da história, o icônico filme foi lançado no ano em que nasci, bem no início da virada do milênio. Tempos em que não havia tantas produções com essa temática de mulheres provando na justiça, que podiam ser bonitas e inteligentes ao mesmo tempo, desmistificando estereótipos.
A fórmula desse filme deu muito certo e um dos motivos foi porque eles conseguiram combinar os elementos sem ficar aquela militância e lacração chata, até porque naquela época nem tinha isto. Mas quais elementos foram esses? Eles conseguiram juntar a parte do pequeno “protesto” de que uma mulher pode ser bonita e culta ao mesmo tempo, como citado acima, uma coisa não deve anular a outra e juntaram isso com o típico humor politicamente incorreto dos anos 2000, que se encaixou sem ficar deslocado. O filme mostrou que pode ser sério e engraçado ao mesmo tempo, até porque o gelo precisa ser quebrado.
Apesar de inicialmente, Elle só querer entrar na faculdade de Direito para conseguir seu namorado Warner de volta, depois de um tempo ela percebe que ele não era o cara certo para ela, pois o mesmo não gostava dela por ser quem realmente era, além de ser um homem egoísta, interesseiro e arrogante. E a partir do momento que ela se dá conta disso é ótimo, pois nisto Elle resolve continuar na faculdade até conseguir ganhar o caso que estava advogando e se formar no curso, oque deu certo. Foi perfeito ela não ter desistido de tudo só porque percebeu que Warner não valia a pena. Assim ela continua sua trajetória no Direito por ela mesma, provando que é inteligente, diferente do que muitos pensavam.
E, tem uma observação interessante que fiz no filme e queria compartilhar, seguinte, não pude deixar de notar o quanto as amigas da fraternidade de Elle eram amigas de verdade, coisa que eu não esperava à primeira vista, pois em produções desse gênero na época, isso era bem difícil de ver. Mas foi legal ver elas apoiando ela e ficando felizes pela mesma, mostrando que não eram tão fúteis como o estereótipo tentou mostrar.
Agora, indo mais para a vida real! Com um elenco de peso formado pelos atores citados lá no começo, como Reese Witherspoon, Luke Wilson e Jennifer Coolidge, claro que foi mais um dos motivos do filme ter feito bastante sucesso, tanto que foi indicado à duas categorias no Globo de Ouro na época e é considerado atemporal pelo público até hoje.
Orçamento: US$ 18 milhões
Receita: US$ 141 774 679
Onde assistir: Prime Video, Telecine e Mubi
Essa foi minha análise de hoje, espero que tenham gostado! Fiquem à vontade para comentar.
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Uau, Lívia. Parabéns pela análise do filme. Você foi incrível. E colocou todos os detalhes. Eu amo esse filme da Reese. É na verdade, o melhor trabalho dela para mim. Você sem dúvida arrasa na escrita. Virei fã. Você me deixou sem palavras.
Muito obrigada Mirian! Esse filme é ótimo e um dos melhores da Reese sim, sem dúvida!