Dirigido por Ridley Scott e estrelado por Geena Davis, Brad Pitt, Susan Sarandon, Harvey Keitel, Michael Madsen e Christopher McDonald.
Esse filme que mistura crime e aventura se tornou um clássico dos anos 90. E aqui estão algumas curiosidades. George Clooney quase ficou com o papel de JD (que ficou com Brad Pitt). Clooney ainda estava começando em Hollywood e pouco tempo depois, faria Plantão Médico. E já que estou falando em atores não tão conhecidos… Brad Pitt também era nessa época. E a partir desse filme, se transformou em um novo símbolo sexual na década de 90.
Outra curiosidade é que Meryl Streep e Goldie Hawn chegaram a ser cotadas, mas acharam o roteiro “muito sombrio”. E assim Susan Sarandon e Geena Davis acabaram ficando com os papéis e se tornaram uma das duplas mais icônicas do cinema.
Esse filme foi extremamente polêmico quando lançado e teve vozes que o defenderam como um grito de libertação feminina o que causou muito burburinho. A cena do caminhoneiro virou símbolo do “rompimento com a cultura do assédio e do patriarcado”. E por fim, o carro usado virou objeto de desejo. O Ford Thunderbird conversível azul de 1966 se tornou um ícone pop depois do filme. Existem até replicas sendo vendidas como o “carro de Thelma e Louise”.
E é considerado um filme “road movie”, um dos melhores desse tema. E agora que já citei algumas curiosidades, vamos a sinopse do filme e algumas considerações minhas.
Thelma Dickinson (Geena Davis) é uma dona de casa, enquanto Louise Sawyer (Susan Sarandon) é uma mulher que trabalha como garçonete e tem traumas profundos ligados ao passado.
Em busca de liberdade, as duas amigas decidem fazer uma viagem de carro com consequências caóticas e sombrias e totalmente traumáticas em uma cena de bar de estrada, quando Thelma é atacada por um homem e Louise, em um impulso de desespero e proteção, atira e acaba matando o cara.
Embora o cenário do filme seja uma rota fictícia entre o Arkansas e o Grande Canyon, foi filmado quase inteiramente na Califórnia e Utah. As cenas do Grand Canyon foram filmadas ao Sul do Parque Estadual Dead Horse Point, em Utah.
Assustadas e conscientes que dificilmente seriam ouvidas pelas autoridades, especialmente por viverem como várias mulheres que viviam dominadas por homens, elas decidiram fugir.
A estrada passa a simbolizar tanto a liberdade recém-descoberta quanto a inevitabilidade do destino que as espera. Ao longo da estrada, as duas mostram traços de suas personalidades não vistas antes. Thelma que era submissa e insegura se torna ousada e determinada e Louise que era confiante e firme, fica frágil e atormentada.
E essa inversão tem motivo. Louise tinha traumas do passado e recentemente reviveu algum deles e depois que agiu por impulso, teve aquele gatilho. Algo dentro dela deu um instalo e reviveu algo que não estava profundamente curado.
E durante a fuga, elas acabam arrumando mais enrascadas. Na tentativa de conseguir dinheiro para a fuga, elas conhecem JD, um jovem charmoso, ambicioso e cheio de lábia. E ele acaba roubando suas economias. Não posso julgar Brad Pitt aqui está lindo e charmoso.
Sem muitas opções, Thelma faz um assalto a um mercado, enquanto Louise conduz o carro e elas vão ainda mais distantes de uma vida que já não existe mais para elas.
Em paralelo, o detetive Hal Slocumb (Harvey Keitel) tenta entender a situação e encontrar as duas antes que algo pior aconteça, demonstrando ter empatia rara diante de uma situação extremamente trágica e perigosa.
Durante essa trajetória, as duas enfrentam e confrontam de forma simbólica figuras masculinas opressoras e abusivas, em uma espécie de catarse contra todos os anos de submissão, medo e invisibilidade. Cada ato de rebeldia não representa apenas uma fuga física, mas também uma libertação psicológica.
Com a polícia atrás delas e sem perspectivas reais de uma vida livre do sistema que as condena, Thelma e Louise decidem dar seu grito de autonomia e liberdade, acelerando o carro em direção ao Grand Canyon. As duas de mãos dadas e preferindo a liberdade absoluta a voltar para a prisão, ao controle e a violência que sempre as cercaram.
O filme é um marco cinematográfico, explorando temas como amizade feminina, violência, opressão, identidade, liberdade e resistência. E as atuações de ambas estão fantásticas. Uma das melhores das carreiras delas.
E vocês? O que acharam do filme? Quem quiser comentar, fique a vontade. Um beijo a todos e até a próxima matéria.
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