Análise do filme: Quatro casamentos e um funeral. (1994)

Critica de Filmes
[rank_math_breadcrumb]

Dirigido por Mike Newell e estrelado por Hugh Grant, Andie MacDowell, Kristin Scott Thomas, Charlotte Coleman, John Hannah e Rowan Atkinson.

Eu adoro essa comédia romântica. E eu me lembro de ter visto na época que foi lançado. Eu amei a química de Andie MacDowell com Hugh Grant e também do trabalho da Kristin Scott Thomas. Além, é claro, da participação de Rowan Atkinson.

E toda vez que revejo esse filme me dá uma nostalgia gostosa. E a música desse filme, está na minha playlist desde então. A música em si é “Love is all around do grupo Wet wet wet. E sempre me emociono quando escuto essa música.

A trama acompanha a vida amorosa e social de Charles (Hugh Grant). Um inglês charmoso, porém inseguro. É aquele solteiro incorrigível. Além de acompanhar a vida de seus amigos íntimos enquanto todos passam por uma série de encontros marcados por cerimônias de casamento e um funeral. Isso ao longo dos meses pelos arredores de Londres.

No primeiro casamento, Charles conhece Carrie (Andie MacDowell), uma mulher bela, sofisticada e espontânea, e bem extrovertida. Ela é americana e está apenas de passagem pela Inglaterra.

Entre eles surge uma atração imediata, e os dois passam a noite juntos. Mas Carrie deixa claro que não busca nada sério, pois vive de um lado para o outro acompanhando o trabalho do pai. Mas como não mandamos em nosso coração e muito menos em nossos sentimentos, Charles acaba se apaixonando rapidamente. E os dois iniciam um relacionamento marcado pela distância e pelos desencontros.

No segundo casamento, Charles reencontra Carrie e o vínculo dos dois se aprofunda ainda mais. Só que as incertezas de Charles continuam altas. A indecisão emocional fica ainda mais evidente. E mesmo ele tendo sentimentos por ela, não consegue tomar uma atitude concreta para transformar a relação em algo estável.

Enquanto isso, Fiona (Kristin Scott Thomas), sua amiga fiel é apaixonada secretamente por ele e sofre em silêncio. Scarlett (Charlotte Coleman), irmã de Charles, lida com seus próprios dilemas amorosos.

No terceiro casamento, Charles descobre que Carrie está prestes a se casar com Hamish (Corin Redgrave). Um homem rico e aparentemente perfeito. Ele fica arrasado, completamente abalado já que para ele, Carrie era a mulher da sua vida.

Charles nesse momento e tenta seguir em frente e aceita se comprometer com Henrietta (Anna Chancellor). Uma mulher que ele não tinha uma conexão verdadeira. Isso foi uma tentativa desesperada de fugir da solidão e da insegurança.

E depois disso, é o momento mais sombrio da narrativa. Que acontece no funeral. A despedida do amigo Gareth (Simon Callow), que foi vítima de um problema cardíaco. A cena foi muito bonita e comovente. E nela ocorre um discurso comovente de Matthew. (John Hannah) que recita o poema “Funeral Blues” de WH Auden.

Esse momento foi um grande divisor de águas para o grupo. E acabou obrigando a todos, especialmente Charles a confrontar a fragilidade da vida e urgência de sermos honestos com os nossos sentimentos.

O quarto casamento é o próprio do Charles com a Henrietta. E Charles finalmente percebe que estás prestes a cometer um erro irreversível. Em uma atitude de coragem rara, ele decide cancelar a cerimônia. E diante de todos, recita uma lista de suas falhas, inseguranças, defeitos. E revelando a todos a sua maturidade emocional. Charles tinha mudado. Ele não era mais aquele homem inseguro e que não sabia o que queria na vida.

Será que agora Charles teria sucesso em seu próximo relacionamento? Será que ele seria capaz de conquistar a mulher que ele tanto sonhava e idealizava? Ou será que já era tarde demais?

Parece que o Destino lhe deu mais uma chance. E Charles acabou se reencontrando com Carrie. Ela estava divorciada e disposta a reconsiderar suas escolhas. Em uma conversa franca, os dois chegam a conclusão que não precisam do casamento tradicional para validar o amor deles.

Eles decidem ficar juntos e construírem uma relação baseada em companheirismo e sinceridade. E enquanto isso, o grupo de amigos segue reunido. Celebrando a vida, o amor e a continuação dos laços que os unem, apesar de todas as dores e perdas.

Enfim, o filme é ao mesmo tempo uma comédia romântica espirituosa e um drama sensível sobre o medo de se comprometer, o tempo certo do amor, amizade verdadeira e as incongruências da vida.

E sem dúvida é uma das melhores comédias românticas da década de 1990. Pelo menos para mim. E para vocês? O que vocês acham desse filme? Quem quiser comentar, fique a vontade. Um beijo a todos e até a próxima matéria.

Loading

Compartilhe nosso artigo

4 thoughts on “Análise do filme: Quatro casamentos e um funeral. (1994)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *