COLETÂNEA DO CONCURSO DE POESIA MÁRIO DAL’MAS

Poema ou Poesia

Academia de Letras da Grande São Paulo — Sede São Caetano do Sul

A poesia é um convite para sentir, pensar e transcender. É a ponte entre o íntimo e o universal, entre o instante e a eternidade. O Concurso de Poesia Mário Dal’Mas, promovido pela Academia de Letras da Grande São Paulo (ALGRASP), materializa essa essência ao reunir talentos de todo o país e celebrar a diversidade da criação poética brasileira. (trecho da Coletânea)

Fundada em 11 de agosto de 1981, a ALGRASP é uma instituição cultural dedicada ao cultivo da língua e da literatura nacional. Sob a presidência de Maria Zulema Cebrian, a Academia mantém viva a missão de estimular a produção literária e divulgar novas vozes.

Esta foi a primeira edição de muitas que ainda virão — um marco importante não apenas para escritores e poetas, mas para toda uma sociedade imersa em tecnologia, que precisa manter vivo o hábito da escrita, da sensibilidade e da imaginação.

Foram 238 inscritos, com poesias vindas de diferentes regiões do país. 150 autores foram selecionados para compor esta coletânea, e tive a honra de estar entre eles, ocupando o 146º lugar. Embora distante do topo, este número representa algo profundamente significativo para mim: um lembrete de que a escrita sempre acompanhou minha jornada e de que a poesia, com sua delicadeza e força, sempre me fascinou.

Estar na Academia no dia 27/11/2025 e ser lembrada e acolhida por escritores e poetas tão talentosos, foi de extrema importância para meu caminho. Cada depoimento, cada palavra, cada partilha aqueceu meu coração com alegria e esperança.

Esta coletânea ultrapassa a ideia de um simples concurso: ela reúne sentimentos, vozes, inspirações e um movimento literário vivo, que dialoga com o presente e preserva o legado daqueles que vieram antes de nós. Mario de Andrade, Machado de Assis, Clarice Lispector, Drummond, Fernando Pessoa — entre tantos outros — continuam ecoando em nossas palavras, nos gestos e na coragem de escrever.

E é impossível não mencionar Mário Dal’Mas, que dá nome ao concurso. Natural de São Caetano do Sul, formado pela Universidade Mackenzie, foi um dos fundadores do Jornal São Caetano e do Hospital São Caetano. Incentivador do teatro amador, participou dos grupos A Turma e Labore. Faleceu em 16 de outubro de 2019, deixando um legado que hoje inspira esta nova geração de escritores e artistas. (trecho da Coletânea)

Como autores, temos a missão de manter viva a chama da palavra — essa que nasce no íntimo de cada um e se transforma em poesia. Em meio a uma juventude imersa nas redes sociais, é urgente levar a escrita, a leitura e a criatividade desde a infância até a maturidade, preservando a literatura como ferramenta de sensibilidade e visão de mundo.

Criatividade é uma forma linda de ensinar o ser humano a perceber as nuances da vida, a sentir, pensar e transformar. A leitura, por sua vez, abre portas para universos de conhecimento e cultura.

A seguir, compartilho o poema que integra esta coletânea. Ele foi escrito em 2015, durante um período de profunda dor — um tempo marcado pela perda da minha sobrinha, do meu pai e da minha irmã mais velha. A palavra, naquele momento, tornou-se refúgio, desabafo e esperança.

Que você também encontre inspiração nas linhas a seguir.

O CICLO

O Ciclo

Repete-se,

não enxergo a relação

cometo desilusões

erros,

atitudes

espelho que reflete

as desordens da vida

Um grito:

Basta!

Não é ouvido

Um praguejar

Não é entendido

Surtos,

surdos,

sem entendimento,

só lamento

desordem que se repete

Maldição

Abraço que carrego

Um vício

Um Ciclo

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