Análise do filme: Essa Pequena é uma Parada (1972)

Critica de Filmes

Dirigido por Peter Bogdanovich e estrelado por Barbra Streisand, Ryan O’Neal, Madeline Kahn, Keneth Mars, Austin Pendleton, Michael Murphy, M. Emmet Walsh, John Hillerman e Sorrell Booke.

Essa comédia romântica é uma das melhores da década de 1970 para mim. Dou muita risada nesse filme que foi inspirado nos clássicos do cinema mudo, especialmente nos filmes de Howard Hawks e os de Buster Keaton. Confesso que percebi isso logo de cara, já que acompanho o trabalho de ambos.

Enfim, é uma homenagem vibrante às comédias dos anos de 1930 e 1940, com diálogos rápidos, situações cômicas e caóticas. Além de uma ótima atuação de Barbra Streisand e Ryan O’Neal.

Outra curiosidade é que o filme marcou a estreia no cinema de Madeline Kahn que recebeu uma indicação ao Oscar por sua atuação como a noiva neurótica e engraçada de Howard (Ryan O’Neal).

A trama se passa em São Francisco, onde o tímido e extremamente metódico professor de música Dr. Howard Bannister (Ryan O’Neal) viaja para concorrer a uma importante bolsa de estudos que se ele ganhar poderá financiar sua pesquisa sobre música antiga. Essa bolsa de 20 mil dólares está sendo oferecida por Frederick Larrabee (Austin Pendleton).

Ao chegar ao hotel, Howard está nervoso sobre a entrevista decisiva que irá fazer sobre a bolsa, mas também pela presença de sua noiva neurótica, controladora e tão metódica quanto ele. A Eunice Burns (Madeline Kahn).

A vida de Howard muda da água para o vinho quando ele cruza com a excêntrica, charmosa e imprevisível, Judy Maxwell (Barbra Streisand).

Judy está mais que determinada ao se hospedar no mesmo hotel que Howard. Mesmo sem reserva, ela acaba ficando com o quarto vizinho dele.

E a partir desse momento, ela passa a se envolver mais e mais na vida dele. E os encontros são sempre caóticos e divertidos. Judy se apaixona por Howard à primeira vista e está sempre o ajudando, mesmo sem ser chamada.

Nesse hotel tem sempre uma confusão acontecendo. E há várias malas idênticas circulando pelo local. Há uma mala que há joias antigas e extremamente valiosas que foram roubadas. E acaba sendo trocada por uma que guarda relatórios secretos do governo. Além da mala de Howard que contém rochas musicais extremamente valiosas.

E essas malas vivem sendo trocadas. E essas trocas desencadeiam uma sequência alucinante de perseguições, encontros desastrosos e mal-entendidos. E tudo isso envolvendo espiões, criminosos, autoridades e hóspedes que não sabiam de nada o que estava acontecendo.

E enquanto Howard tenta manter seu comportamento racional e tranquilo, Judy mergulha no caos com muito humor. Há cenas que me fazem rir muito. E tem uma cena famosa onde há perseguição de carros pelas ruas de São Francisco que é uma das mais hilárias e icônicas do gênero.

E você vai percebendo a mudança no comportamento de Howard. Ele começa a relaxar um pouco mais e não ser tão rigoroso ou meticuloso. Além de perceber que sua relação com Eunice é sufocante e estressante.

Howard acaba percebendo que com Judy sua vida seria muito mais espontânea, livre, verdadeira e apaixonada. E sua visão dela acabou mudando. No início, ele a via como alguém encrenqueira, só que ao longo dos dias Howard foi percebendo que ela era inteligente, sensível e talvez alguém que ele poderia ser muito mais feliz.

Por fim, toda a confusão das malas é esclarecida em um tribunal, onde as situações caóticas foram finalmente reveladas. Howard decide ouvir seu próprio coração e deixar o medo de lado. Finalmente aceitou que o amor fosse algo mais leve e não algo tão cheio de cobranças.

E o que vocês acharam do filme? Quem quiser comentar abaixo, fique a vontade. Um beijo a todos e até a próxima matéria.

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