Análise do filme: Como eu era antes de você. (2016)

Critica de Filmes

Dirigido por Thea Sharrock e estrelado por Sam Claflin, Emilia Clarke, Matthew Lewis, Charles Dance, Vanessa Kirby e Jenna Coleman.

Esse filme é uma adaptação do livro com o mesmo nome da escritora Jojo Moyes. Thea Sharrock tem sua estreia na direção com esse filme e ela não poderia ter acertado mais. Que filme lindo e comovente.

O filme foi rodado em vários locais históricos do Reino Unido, incluindo o Castelo Pembroke, em Gales, e a Mansão Chenies, em Buckinghamshire, na Inglaterra. Para mim foi uma das melhores adaptações para o cinema. Pelo menos na década de 2010. Emilia Clarke e Sam Clafin estão ótimos. A atuação dos dois é de tirar o chapéu.

Louise Clark (Emilia Clarke) é uma jovem simples, extrovertida e bastante ligada à sua rotina confortável em uma pequena cidade na Inglaterra. Sem muitas ambições profissionais, ela trabalha em um café local e ajuda a sustentar a sua família. Até que um dia, ele perdeu o emprego inesperadamente e isso a fez procurar algo novo.

Will (Sam Clafin) é um homem rico, aventureiro, atleta, ativo, e que sempre amou esportes radicais, viagens e uma vida social intensa. Mas ao sofrer um acidente, fica paralisado do pescoço para baixo e mergulha em uma depressão profunda.

Will fica amargurado, cínico e emocionalmente fechado. Ele não dá mais valor a vida. Era como se a vida não tivesse e fizesse mais sentido. E é nessa hora que a vida de Will e Louisa se conectam. Ela é contratada para cuidar de um jovem tetraplégico: Will.

Louisa foi contratada principalmente para fazer companhia, mas encontra resistência, barreira. Will está um homem frio, hostil e distante.

E apesar das dificuldades iniciais, a personalidade vibrante, cheio de energia e gentil de Louise, começa a romper a muralha emocional de Will. Ela começa a passar um bom tempo com ele e criar momentos bons, alegre. Entre esses momentos: Ver filmes juntos, ter conversas bem-humoradas, passeios, músicas e até mesmo eventos sociais. E aos poucos eles vão criando uma conexão tão forte entre eles, que a relação profissional de outrora acabou se tornando algo muito mais profundo.

Enquanto Lou vai se apegando cada vez mais a Will, ela descobre que antes dela ser contratada, e ele já tinha tomado uma decisão definitiva sobre sua própria vida. Will planeja viajar para uma clínica onde iria acontecer seu suicídio na Suiça dentre de seis meses. A família aceitou esse prazo como uma última tentativa de devolver-lhe a vontade de viver. E que a própria Louise fazia parte disso.

Louise está determinada a fazer Will mudar de ideia. E organiza para ele experiências marcantes, como uma viagem a um concerto clássico em um castelo e uma viagem romântica a uma praia paradisíaca.

E nesses momentos inesquecíveis, Louise passa a enxergar o mundo de forma mais ampla, e Will? Redescobre emoções que há muito tempo não sentia.

Infelizmente, Will acredita que por mais que ele ame a Louise, não acha que vá aceitar a viver a vida nas condições em que ele se encontra. Para ele, ficar vivo da forma como vive é se condenar a uma existência limitada, presa a ela e aos seus cuidados. E então, Will mantém sua escolha de ir para aquela clínica.

Louise fica devastada, arrasada, mas mesmo assim acompanha Will até a Suíça, respeitando sua escolha apesar da dor profunda que está sentindo. Antes de morrer, ele deixa uma carta emocionante para ela e uma quantia em dinheiro, pedindo que ela vivesse intensamente, explorasse o mundo e buscasse novas possibilidades, exatamente como ele havia feito antes do acidente.

E mais uma vez comento que não assista se você estiver triste ou deprimido. É um filme sensível que vai te emocionar e muito. E fará você refletir e pensar sobre as coisas que são mais importantes do mundo.

No final, Louise em Paris, lendo a última mensagem de Will em um café por lá, se sente encorajada a viver uma vida muito mais livre, estimulante e significativa. E levando consigo na memória o amor que transformou sua forma de ver o mundo.

E aí? O que vocês acharam do filme? Eu achei lindo, mas pegue um lenço para enxugar as lágrimas. Quem quiser comentar, fique a vontade. Um beijo a todos e até a próxima matéria.

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