Dirigido por Lee Toland Krieger e estrelado por Harrison Ford, Blake Lively, Michiel Huisman, Ellen Burstyn, Amanda Crew e Kathy Baker.
Eu assisti a esse filme pela primeira vez há alguns anos e no Amazon Prime e eu gostei do tema. Como deve ser interessante para uma pessoa ter uma vida imortal, mas também solitário. E ver aos poucos as pessoas que ama morrendo.
Eu não sei como eu faria se isso acontecesse comigo. Mas posso garantir que deve ser algo completamente diferente do que acontece com a gente. Eu vi o filme e fiquei o tempo todo me debatendo, perguntando para mim mesma como eu reagiria se eu estivesse no lugar dela… O que posso dizer é que fiquei o filme todo fazendo altas reflexões e só por isso o filme ganhou pontos positivos para mim.
Adaline Bowman (Blake Lively) nasceu no início do século XX e leva uma vida comum até sofrer um grave acidente de carro em 1935. Ela foi submetida a temperaturas extremas enquanto ficou submersa em águas geladas e seu corpo passou por uma transformação incrível. Ela parou de envelhecer. A partir desse momento, Adaline fica eternamente com a aparência de uma mulher de 29 anos, enquanto o mundo ao seu redor segue seu curso natural. Só ela não envelhece um segundo qualquer.
Adaline é obrigada a viver às escondidas nas décadas seguintes. Mudando constantemente de nome, cidade e identidade para não levantar suspeitas. E evita criar laços profundos, pois sabe que amar significa sofrer a perda das pessoas queridas. Além de levantar questionamentos sobre sua eterna juventude.
A única pessoa que sabe toda a história é sua filha, Flemming (Ellen Burstyn) que cresceu naturalmente e é mais velha do que a própria mãe. Essa dinâmica entre elas é interessante, emocionante e ao mesmo tempo dolorosa. Já que a filha aparenta ter seus 80 anos enquanto Adaline continua com seus 29 anos.
Ao longo dos anos, Adaline vive apenas amores passageiros, para que mais tarde não sofra pela perda deles. Então sempre se distancia antes. Seu maior amor do passado, William Jones (Harrison Ford), acredita tê-la perdido para sempre. Eles tiveram um romance quando ele era ainda jovem. Décadas mais tarde, Adaline agora com a identidade de Jenny, conhece Ellis Jones (Michiel Huisman), filho de William. Ellis é um jovem carismático e determinado, por quem ela começa a se apaixonar pela primeira vez depois de muito tempo.
Adaline é reconhecida por William quando ela tem um encontro com a família de Ellis. William já idoso e não entendendo o motivo dela continuar jovem. Ele a obriga enfrentar toda a vida de fuga que construiu. Ela fica dividida entre continuar desaparecendo e finalmente viver um amor real. E ela sabe que essa decisão pode mudar tudo o que ela viveu até agora.
E mais uma vez, Adaline sofre um acidente grave, e dessa vez, reverte a condição que a fazia ser imortal. Pela primeira vez há quase 100 anos, seu corpo volta a seguir o fluxo natural do tempo. E isso a liberta do fardo da imortalidade solitária, permitindo que ela finalmente construa uma vida verdadeira, com raízes, envelhecer ter memória e amor.
E por fim, Adaline aceita sua condição humana e escolhe viver ao lado de Ellis, reencontrando uma relação mais natural com sua filha, agora em equilíbrio de gerações. O filme termina com uma reflexão sensível sobre o tempo, a perda, a memória e o valor de uma vida finita.
Até que ponto vale a pena ter uma vida imortal? Foi o que pensei quando vi o filme.
E vocês? O que vocês acharam do filme? Quem quiser comentar algo, fique a vontade. Um beijo e até a próxima matéria.
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