Dirigido por Victor Fleming e estrelado por Judy Garland, Jack Haley, Ray Bolger, Bert Lahr, Margaret Hamilton e Frank Morgan.
Esse filme é um clássico dos clássicos e é considerado uma das obras mais icônicas e atemporais do cinema. Confesso que quando eu vi pela primeira vez fiquei encantada com a paleta de cores. Nesse filme é tudo tão colorido, bonito. E eu queria ser a Dorothy e ir para Oz.
E agora com os meus 50 anos vi coisas que eu não tinha visto quando criança. A simbologia está muito presente por aqui. Aqui é um brincar de faz de conta, mas que tem um significado enorme.
E vimos nessa trama a jornada de Dorothy em sua descoberta, em seu autoconhecimento. Esse filme é baseado no livro de L. Frank Baum, chamado “O maravilhoso Mágico de Oz” de 1900. E assim iniciou uma série de histórias sobre o mundo de Oz e se tornando um clássico da literatura infantil.
Dorothy Gale (Judy Garland) é uma jovem que vive em uma pequena fazenda no Kansas com seus tios e seu fiel cachorro, Totó. Ela é sonhadora e sensível, e sente que “em algum lugar além do arco-íris” existe um lugar onde seus sonhos e desejos podem se tornar realidade. Um sentimento que ela imortalizou pela icônica canção; “Over the Rainbow”.
Mas essa sensação de não pertencimento faz todo o sentido. Porque ela não tinha mais os pais e agora só tinha seu cão fiel. Os tios não lhe davam muita atenção. E não tinha tanto contato com ela. Dorothy sentia que aquele lugar não lhe pertencia.
Ao tentar proteger Totó da amarga Srta. Almira Gulch (Margaret Hamilton), Dorothy acaba se distanciando de casa. Dona Gulch quer levar o cachorro para longe de Dorothy, mas acaba não conseguindo.
E quando uma violenta tempestade se aproxima, Dorothy é levada por um tornado junto com a casa. Ao despertar, encontra-se em um mundo estranho e colorido chamado Terra de Oz, isso é completamente diferente do ambiente cinza do Kansas.
Mas essas cores têm um significado. Por que as cores no Kansas são cinza, escuras? Porque representa a tristeza, a solidão, se sentir que não é bem vista ou não sentir que pertence a um lugar. E quando Dorothy acorda em Oz, ela descobre uma vida de sensações e sentimentos. Ela desperta para uma nova vida, jornada de autodescoberta.
Dorothy é recebida pelos Munchkins e pela bondosa, Glinda (Billie Burke), a bruxa boa do Norte. Dorothy acaba descobrindo que uma casa caiu sobre a malvada Bruxa do Leste, libertando o povo local.
Mas, isso acaba despertando a Irã de sua irmã, a temida bruxa má do Oeste, que jura se vingar e recuperar os sapatos mágicos da cor rubi que agora pertencem a Dorothy.
Dorothy pergunta a Glinda como ela poderia voltar para casa, e a menina é orientada a seguir pela estrada de tijolos amarelos até a cidade das esmeraldas. Isso simboliza a jornada da inocência à realização e autodescoberta.
Dorothy durante o caminho conhece três companheiros que se tornam essenciais nessa jornada: O espantalho, que deseja um cérebro, porém era sempre que decifrava as coisas. O homem lata, que buscava um coração, mas era quem mais sentia as coisas. E o leão covarde, que ansiava ter coragem, só que era quem enfrentava as coisas mesmo dizendo não ter coragem.
Eles queriam ir até o mágico de Oz para esse tal mágico ajudar os quatro com esses pedidos. Dorothy de voltar para casa, espantalho de ter um cérebro, Homem de lata ter um coração e o Leão covarde ter mais coragem.
Juntos eles enfrentam muitos perigos, encantamentos, guardas, ataques constantes da Bruxa má. E eles formaram uma amizade profunda que ninguém consegue separar.
Ao chegar à cidade das esmeraldas, o mágico promete ajudar, mas somente se eles derrotarem a Bruxa má do oeste e trouxerem a vassoura da bruxa. Após uma série de provas, Dorothy consegue destruir a bruxa ao jogar água sobre ela. E isso de uma maneira acidental. Voltando ao mágico, os amigos descobrem que ele não é um mágico como todos pensam e sim um homem comum, sábio e gentil.
Mas o tal “mágico” concede aos amigos símbolos de suas próprias virtudes, que todos já possuem, sem ao menos perceber. E tenta ajudar Dorothy a voltar para casa, mas não sabe ao certo como vai fazer isso.
No final, Glinda ajuda Dorothy a voltar para casa. E é uma coisa muito simples. Dorothy sempre teve o poder de voltar para casa e para isso, bastava clicar os calcanhares por três vezes e desejar voltar para casa.
E por que Glinda não disse nada antes? Porque a menina não acreditava em si mesma, em seus poderes mágicos. E ao acordar de volta, no Kansas, Dorothy reencontra sua família e percebe que apesar de ter um mundo incrível lá fora: “não há lugar como o nosso lar”.
E o que vocês acharam? Vocês gostaram do filme? Quem quiser comentar, fique a vontade. Um grande beijo e até a próxima matéria.
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Pra muitos o maior filme Musical e até hoje contagia o público.
show de bola o seu artigo.
Verdade, meu amigo. Ele é um dos maiores musicais e sempre contagia o público. Amo esse filme e não poderia deixar de fora.
Seu texto conseguiu passar todo o encantamento que o filme tem. Parabéns, Mirian!
Obrigada minha amiga. Eu adoro esse filme e toda vez que vejo fico encantada com ele. Obrigada pela força.