Pouca gente conhece a verdadeira origem do palhaço brasileiro — de onde tudo começou. E essa história, para mim, é profundamente significativa. Ela é um pilar na formação de artistas no Brasil e no mundo.
Conhecer as raízes dessa arte tão encantadora, que provoca sorrisos e toca o coração, é essencial para entendermos quem somos enquanto criadores e intérpretes. Honrar os primeiros que trilharam esse caminho é mais do que uma reverência: é uma lição de humildade e inspiração.
Num tempo em que não existia tecnologia, nem a diversidade de produtos ou a facilidade de viralizar nas redes, eles, com poucos recursos, se tornaram grandes exemplos de arte e resiliência. Um desses nomes é José Carlos — que começou como Chicharrãozinho e depois se tornou o inesquecível Torresmo.
Estamos falando de 1964, quando muitos de nós ainda nem havíamos nascido. E mesmo assim, sua arte, sua beleza e seu legado continuam a ecoar através das gerações. Que saibamos, com gratidão e brilho nos olhos, reconhecer e valorizar quem abriu as cortinas antes de nós.

“Onde houver lona para cobrir um território mínimo e esmolambado que seja, haverá circo”
Carlos Cony (o piano e a orquestra)

BENJAMIM DE OLIVEIRA:
O PALHAÇO QUE ROMPEU BARREIRAS
Poucos conhecem Benjamim de Oliveira, o primeiro palhaço negro do Brasil. Natural de Pará de Minas, ele faleceu em 1954, mas deixou um legado artístico que atravessa o tempo.
Infelizmente, sua trajetória ainda é pouco lembrada por nossa geração — e é exatamente por isso que se faz tão urgente resgatar sua memória. Benjamim abriu caminhos em um cenário marcado por desafios e preconceitos, lutando por seu espaço e reconhecimento. Hoje, colhemos os frutos da força e da coragem de artistas como ele.
Respeitável
Público
Viva
o Circo!
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