Análise do filme “A Vingança de Jennifer: Deja Vu” (2019)

Critica de Filmes Terror
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Direção: Meir Zarchi

Elenco: Camille Keaton, Jamie Bernadette, Maria Olsen, Jim Tavaré, Jonathan Peacy, Jeremy Ferdman, Holgie Forrester, Roy Allen, Alexandra Kenworthy, Terry Zarchi

A Vingança de Jennifer: Deja Vu – Um Desastre Cinematográfico

A expectativa era grande para o retorno de Meir Zarchi, diretor do icônico filme original de 1978, e da atriz Camille Keaton, que interpretou a inesquecível Jennifer Hills. A possibilidade de ver o mestre do cinema de vingança e a protagonista original de volta à ação gerou um burburinho entre os fãs do gênero, que esperavam ansiosamente por uma continuação digna da história de Jennifer. No entanto, o que se seguiu foi uma grande decepção, pois “A Vingança de Jennifer: Deja Vu” não conseguiu corresponder às expectativas e acabou sendo um filme que decepcionou em todos os aspectos.

Jennifer Hills (Camille Keaton), autora do best-seller sobre sua traumática experiência de estupro e subsequente vingança brutal contra os agressores, enfrenta um novo pesadelo. Declarada inocente pelo tribunal, ela acredita ter deixado o passado para trás, mas os familiares dos estupradores mortos não estão dispostos a perdoar. Na pequena cidade onde o crime e a vingança ocorreram, uma nova onda de violência é desencadeada quando esses familiares juram se vingar de Jennifer e de sua filha, Christy (Jamie Bernadette).

Dirigido por Meir Zarchi, “A Vingança de Jennifer: Deja Vu” (2019) é um filme que decepciona em todos os aspectos. Com mais de 2 horas de duração, é um desafio levar a sério uma história que parece desconexa e sem sentido. A trama é um amalgama de clichês e facilitações de roteiro absurdas, como, por exemplo, a cena estapafúrdia do sequestro da mãe e da filha, ambas celebridades milionárias, a céu aberto e em um lugar público. Isso é exigir demais da suspensão da descrença, é muito nonsense, que fazem o espectador sentir como se estivesse sendo tratado como um idiota.

A introdução de uma figura feminina como uma abusadora poderia ser extremamente Disruptivo, mas as péssimas atuações e o tom galhofa da narrativa arruínam qualquer possibilidade de credibilidade. Os personagens são ultra caricatos e suas motivações e personalidades são absolutamente inconsistentes e estúpidas.

As cenas de morte são anticlimáticas e ruins, e os personagens morrem de forma fácil e sem impacto. A mãe, que é retratada como uma mulher durona, morre do nada, sem qualquer sentido e comoção. O trio principal também tem um final muito fácil e sem emoção. Em momento algum o filme consegue criar impacto muito menos catarse.

As únicas cenas que se salvam são as poucas mostradas em flashbacks do filme original de 1978, que são um lembrete de como um filme de vingança pode ser feito com simplicidade e eficácia.

A Vingança de Jennifer: Deja Vu” é um desastre cinematográfico que não deveria ter sido feito. É um filme que insulta a inteligência do espectador e é um desperdício de tempo e dinheiro.

Vou seguir esperando pelo próximo reboot/sequência/remake/prequel/coisa que obviamente alguém vai fazer, dado aos inúmeros fãs da franquia “I Spit on Your Grave”, pois definitivamente, uma coisa que Hollywood não faz é rasgar dólares

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