Dirigido por Jeannot Szwarc e estrelado por Christopher Reeve, Jane Seymour, Christopher Plummer, Richard Matheson, Teresa Wright e George Wendt.
Esse filme é um drama romântico com toques de fantasia e explora o amor, o tempo e o poder da mente sobre a realidade. Essa trama para mim é linda e conta uma bela história de amor que nem o tempo ou quaisquer outras barreiras são capazes de parar ou dar um fim nisso.
A trama começa em 1972, quando o jovem dramaturgo Richard Collier (Christopher Reeve) conhece uma senhora idosa e misteriosa que lhe entrega um relógio de bolso antigo e sussurrou em seu ouvido “Volte para mim”. Intrigado, Richard segue a sua vida, mas alguns anos depois, em uma crise criativa e emocional, decide se isolar no Grand Hotel, na ilha de Mackinac.
Richard começa a andar pelo hotel e ao ver uma fotografia de uma bela atriz no início do século 20, chamada Elise McKenna (Jane Seymour) se apaixona a primeira vista. Será que aquela mulher que lhe entregou o relógio de bolso era essa mulher belíssima que ele estava vendo a foto naquele momento?
Richard fica obcecado em descobrir quem ela foi e começa a pesquisar sobre a vida de Elise. E ele descobre que ela foi uma famosa atriz de teatro em 1912. Era conhecida por sua beleza ímpar, mas que teve sua carreira encerrada de forma abrupta.
E quanto mais ele aprende sobre ela, mais sente uma conexão profunda e inexplicável: Era como se as suas almas estivessem ligadas além do tempo e do espaço.
Convencido de que o tempo não era uma barreira absoluta, Richard começa a estudar sobre teorias de autossugestão e hipnose. Ele acreditava que a mente podia transportá-lo ao passado. Com uma disciplina extrema e eliminando qualquer objeto moderno que o conecte ao presente, ele consegue realizar o impossível: acordar em 1912, exatamente na época em que Elise vivia.
Nesse momento, você vê o que é a força de vontade, garra e determinação. Ele acreditava com todas as forças que iria conseguir e fez de tudo para que isso concretizasse. A força de vontade e a esperança dele era algo a ser visto e seguido por todos nós. Não é a toa que esse filme fez o sucesso que fez e até hoje está no coração de muita gente. Inclusive no meu.
E usando essa técnica, Richard consegue conhecer Elise e passar mais tempo com ela. Entre eles nasce um amor intenso, delicado e profundamente romântico. Era como se os dois estavam pré-destinados a se conhecerem. Alguma força maior como o Destino ou algo do tipo.
Elise era uma mulher sensível e intuitiva e sente que Richard era diferente de qualquer homem que já tinha conhecido. Porém, o crescente relacionamento entre os dois é ameaçado por William Robinson (Christopher Plummer), que é o empresário controlador de Elise. E percebeu que estava perdendo o domínio na vida de Elise quando Richard apareceu.
Não podemos nos esquecer de que a história naquele momento se passava em 1912. Era outra época, moda, costumes. Mesmo que esse filme seja de 1980. Já que está contando uma história do começo de 1910.
Apesar da felicidade que ambos viviam e compartilhavam, existia uma grande barreira entre eles: o tempo. E ele não podia pensam em nada do presente. Uma falha na concentração do Richard, ele voltava ao tempo.
E quando isso acontecia, Richard se via mergulhado em profunda tristeza, incapaz de aceitar que perdeu o seu grande amor. E a forma como ele lida com essa perda é tão melancólico, mas também espiritual. A trama nos mostra que o amor verdadeiro transcende o tempo e a morte.
Esse romance clássico da década de 1980 nos fala sobre idealização amorosa, o desejo de pertencimento e a força da memória emocional. E se tornou uma obra Cult especialmente para quem acredita no amor como uma experiência atemporal e única.
E o que vocês acham do filme? Quem quiser comentar, fique a vontade. Um beijo a todos e até a próxima matéria.
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