Análise do Filme: O Pai da Noiva. (1950)

Critica de Filmes

Dirigido por Vincente Minnelli e estrelado por Spencer Tracy, Elizabeth Taylor, Joan Bennett, Don Taylor, Billie Burke, Leo G. Carroll, Russ Tamblyn e Moroni Olsen.

Eu confesso que já fazia algum tempo que eu não assistia essa primeira versão e alguns meses atrás, eu revi. E foi muito bacana para mim. Essa primeira versão também é muito legal. Eu acho que o Spencer Tracy se encaixa muito bem nesse filme.

Elizabeth Taylor está lindíssima aqui. E no auge de sua beleza. Quem ainda não assistiu essa primeira versão, eu recomendo assistir. Principalmente se você gosta desse tipo de filme.

Stanley T. Banks (Spencer Tracy) é um homem de classe média alta que leva uma vida estável ao lado da esposa Ellie. (Joan Bennett) e de seus três filhos. Tudo parecia indo muito bem e a vida parecia boa, até que sua filha mais velha, Kay (Elizabeth Taylor) volta de viagem e anuncia que está noiva de Buckley Dustan (Don Taylor).

A notícia deixou todo mundo alegre, mas Stanley ficou preocupado com essa notícia tão rápida. Será que sua filha não estava agindo de forma muito precipitada? Afinal ela ainda era muito jovem. Ele ficou refletindo sobre o seu papel de pai. Ele não queria “perder” a sua menina para outro homem.

Afinal, parece que foi ontem que ela aprendeu a andar, a falar, a dar os primeiros passos. Stanley ainda não estava preparado para entregar a sua filha para outro homem. Para esse tal de Buckley. Quem era esse homem que estava querendo tirar sua filha dos seus braços?

E a partir desse momento, Stanley mergulha no caos emocional e financeiro para organizar o casamento. A festa, todos os preparativos, a viagem e todas as outras despesas que ele teria de pagar já que ele era o pai da noiva.

Ele se vê completamente deslocado, em um turbilhão de decisões. Escolhas e mais escolhas. Testes de vestidos, listas de convidados e mais despesas. De repente aquele dinheiro extra que ele tinha, acabou tendo que usar para ajudar no casamento da filha. E tudo isso estava fazendo Stanley perder o sono.

Enquanto Ellie e Kay lidavam com os detalhes que eram mais as mulheres que viam e que aparentemente indispensáveis para a cerimônia, Stanley, sempre restrito e precavido, tentava manter o bom senso, sem muito sucesso.

As coisas ficam ainda mais engraçadas quando Stanley tenta racionalizar o que está acontecendo, mas acaba sendo ainda mais envolvido e se sentindo sufocado. Agora tudo que aquela família fazia era cuidar dos preparativos desse casamento.

Para ele estava tudo muito exagerado. E não precisava ser da forma que estavam fazendo. Do jantar de noivado às reuniões com o organizador do casamento, e tudo parece estar ficando fora do controle.

No dia do casamento, após uma sucessão de confusões e momentos tocantes, Stanley finalmente percebe que o casamento não é perder a sua filha, mas sobre vê-la iniciar outra etapa da vida dela.

Entre lágrimas, risos e uma sensação de nostalgia, ele vê o casamento de Kay, e refletindo sobre o valor da família, do amor e de seu papel de pai. Agora a sua filhinha estava casada e começando uma nova etapa da vida. Aquela mesma filha que ele viu crescer e virar uma moça.

O pai da noiva fala então da transição afetiva entre pais e filhos, e mostrando como o crescimento dos jovens pode ser um desafio tão divertido quanto doloroso para os pais que ama seus filhos e não estão preparados para essa nova etapa.

Stanley teve que passar por todo um processo para entender que Kay (a sua filha) não estava indo embora para sempre, mas apenas amadurecendo, crescendo e a partir de agora tendo seu próprio lar e família, mas isso não significava que ele a tinha perdido.

E no final, Stanley fica sentado e refletindo sobre todas as coisas que ele estava passando nos últimos meses.

E o que vocês acharam do filme? Confesso que gostei de ver Spencer Tracy nesse papel. Eu senti seu personagem com um aspecto mais sombrio ou com mais dificuldade para entender as mudanças que passaram com a filha. Com as mudanças naturais da vida.

Quem quiser comentar, fique a vontade. Um beijo e até a próxima matéria.

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