Dirigido por Stephen Chbosky e estrelado por Jacob Tremblay, Julia Roberts, Owen Wilson, Izabela Vidovic, Noah Jupe, Millie Davis, Bryce Gheisar, Danielle Rose Russell e Mandy Patinkin.
A primeira vez que vi esse filme eu me lembro de ter ficado saudosista e ter lembrado coisas que aconteceram comigo. Mas isso ainda na década de 1970 até 1990. Eu não tinha nenhuma doença genética rara, mas com apenas três meses de idade peguei uma bactéria chamada Pseudômonas e fiquei sem uma parte do nariz fora a arcada dentária toda estragada.
E assim como August eu também fiz muitas cirurgias. Cheguei a fazer 22 só no nariz. Eu sei bem o que ele passou durante o filme.
Eu sofria bullying a minha vida inteira, e por vários momentos me peguei voltando ao passado. Eu sei que a história é outra e hoje em dia a vibe é outra. As pessoas de hoje em dia tem mais consciência das coisas, mais empatia e isso fiquei feliz. O menino não merecia passar por tudo o que passei.
Mas isso faz parte do aprendizado de cada um… Vamos falar sobre o filme. Julia Roberts está excelente nesse papel e Owen Wilson também.
Enfim, a trama acompanha a jornada emocionante de August Pullman (Jacob Tremblay), um garoto de 10 anos que nasceu com uma síndrome genética rara. E tem deformidades visuais. Ele fez várias cirurgias ao longo da vida.
August é protegido pela família e educado em casa por sua mãe, Isabel (Julia Roberts). Ele sempre teve o apoio amoroso dos pais e da irmã mais velha Via (Izabela Vidovic).
Quando chega o momento de entrar na 5ª série em uma escola regular, August enfrenta o maior desafio de sua vida. Ser tratado com um menino comum, mesmo tendo uma aparência diferenciada de outras pessoas foi algo muito difícil.
A adaptação do garoto não foi nada fácil: Ele recebeu olhares de reprovação, cochichos e até atitudes cruéis de alguns colegas, especialmente de Julian (Bryce Gheisar).
Mas por outro lado, August também encontrou amizade e acolhimento em Jack Will (Noah Jupe), um garoto muito sincero e verdadeiro, e que sempre aprende com seus erros. E Summer (Millie Davis) que também decide sentar com ele e ser sua amiga.
O filme também se destaca por apresentar a história através de múltiplos pontos de vista. Não somente do August, mas o da Via, por exemplo, que se sentia viver uma vida à sombra das necessidades do irmão, bem como os amigos ao redor dele.
Essa atitude da Via não foi muito bacana, mas é bem realista. E por isso dou mais um ponto positivo para o filme.
Com o passar do tempo e dos meses letivos, August começa a florescer, mostrando seu humor, inteligência e carisma. E a escola começa a enxergá-lo além da aparência, regularizando suas qualidades e força interior. Mais um ponto positivo para o filme. A escola não demorou tanto tempo para reconhecer a capacidade intelectual de August.
O clímax emocional acontece na formatura, quando August recebe uma homenagem inesperada: Um prêmio por sua coragem e impacto positivo na escola. E o reconhecimento de que sua gentileza, perseverança e as experiências positivas transformaram a vida de todos ao seu redor.
Enfim, Extraordinário conta uma história que fala sobre limitações, empatia, e a importância de enxergar as pessoas pelo que elas realmente são. O filme acabou tocando o coração do público e deixando uma mensagem inesquecível de que “Quando tivermos que escolher entre estarmos certos e sermos gentis, que devemos escolher sermos gentis”.
Com certeza, a gente não precisa de pessoas “que só falam a verdade” ao nosso lado nesse momento. Isso não é ser verdadeiro e sim não ter um pingo de empatia. O quanto eu passei por isso e, infelizmente passo. O que eu faço então? Apenas saio de fininho sem ao menos brigar… Discutir com essas pessoas não vale a pena.
Mas, o que vocês acharam do filme? Para mim o próprio título diz o que o filme foi. Mas e vocês? Quem quiser comentar, fique a vontade. Um beijo e até a próxima matéria.
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