Dirigido por Charles Shyer e estrelado por Steve Martin, Diane Keaton, Martin Short, Kimberly Williams-Paisley, Kieran Culkin, George Newbern, Eugene Levy, BD Wong e Jane Adams.
Eu revi o filme hoje na Netflix e posso dizer com toda certeza do mundo. Para mim o segundo filme é até melhor que o primeiro de quatro anos antes. E mais uma vez me senti saudosista com alguns aparelhos domésticos entre outras coisas.
Achei que os humoristas Steve Martin e Martin Short estavam mais a vontade para fazer as brincadeiras deles. Eu me vi rindo muito mais nessa continuação do que o primeiro filme. Não é que eu ache o outro ruim. Muito pelo contrário.
O que também me bateu certo saudosismo foi rever Diane Keaton. Se bem que tenho revisto vários filmes com ela. E teve momentos que pensei: “Que falta que você faz Diane Keaton”.
Outra coisa que tenho que comentar é que muitas das cenas exageradas de George Banks, especialmente nas cenas de susto, ansiedade e colapsos emocionais, surgiram de improvisações do próprio Steve Martin e algo que foi incentivado pelo diretor Charles Shyer.
Acho que o que contribuiu para esse segundo filme ter um ar mais cômico e um clima mais sutil pode ter sido de ter praticamente o mesmo elenco e diretor. Parecia que havia um ar mais afetivo. E os atores estavam mais desinibidos.
Nesse filme é abordado o medo masculino de envelhecer, perder a relevância e não conseguir acompanhar as transformações da família. E isso era algo central e extremamente importante na jornada emocional de George.
Essa continuação é mais reflexiva e tem um tom menos sombrio. E trata do ciclo da vida, da passagem do tempo e da renovação dos vínculos familiares.
Tem cenas bem marcantes como: George ir a uma academia e não conseguir acompanhar ninguém. As caras e bocas que ele fez foram hilárias.
Depois disso, ele ir até um salão e pedir para a mulher deixar ele com uma aparência mais jovem e ela pintou o cabelo dele de um castanho. E o George chegando a casa? Nina olhando para ele como se dissesse: O que aconteceu com você? Crise de meia idade?
Mas vamos do começo: George Banks está sentando em uma cadeira de sua casa como aconteceu no primeiro filme e conversa com a gente dizendo que acreditava finalmente que poderia aproveitar uma fase mais tranquila da vida, mas que seus planos foram rapidamente abalados há Nove meses.
Primeiro eles descobrem que Annie estava grávida. E ele ainda nem terminou de superar que ela era uma mulher casada e que tinha terminado de pagar a festa do casamento quase naquela época.
E que agora ele teria que aceitar a ideia de ser avô. E isso mexeu muito com ele. E quando descobre que sua esposa Nina também estava grávida aí que ele não resistiu a novidade e desmaiou.
Foi uma cena melhor que a outra. A cara da Nina vendo o marido desmaiar porque soube da gravidez dela foi hilária. E ele teve outra crise. Além de lidar com o envelhecimento e o medo de perder seu papel dentro da família, ele precisava enfrentar mudanças profundas em sua própria casa e a sua identidade como pai e marido.
Enquanto a família se prepara para a chegada dos bebês, reformas e mudanças inesperadas, despesas cada vez maiores e sempre vendo pela visão emotiva, exagerada e ansiosa de George.
O filme combina humor e ternura ao falar dos desafios da meia idade, os ciclos da vida e a importância dos laços familiares, mostrando que crescer e deixar os filhos crescerem nunca é um processo simples e normalmente um passo lento. Um passo por vez.
E o que vocês acharam do filme? Quem quiser comentar, fique a vontade. Um beijo e até a próxima matéria.
![]()

