Análise do Filme: A Insustentável Leveza do Ser. (1988)

Critica de Filmes

Dirigido por Philip Kaufman e estrelado por Juliette Binoche, Lena Olin, Daniel Day-Lewis, Erland Josephson, Stellan Skarsgård, Donald Moffat e Daniel Olbrychski.

A Insustentável Leveza do ser é baseada no romance de Milan Kundera com o mesmo nome e que foi publicado originalmente em 1984.

Ambientado na Tchecoslováqui dos anos 1960, em meia às políticas tensas da Primavera de Praga. A trama segue Tomás (Daniel Day-Lewis). Ele é um cirurgião e um intelectual theco, protagonista central da narrativa. Ele é um mulherengo nato e conhecido por sua intensa atividade sexual extraconjugal.

Tomás distingue sexo do amor e mantém múltiplos relacionamentos. Convencido que vive sua vida com a filosofia da “leveza” e evita compromissos, responsabilidades e qualquer laço emocional profundo.

As coisas começam a mudar quando Tomás conhece Tereza (Juliette Binoche), uma jovem garçonete sensível, frágil e intensamente apaixonada.

Tereza vê em Tomás um porto seguro e, ao mesmo tempo, um enigma insondável, já Tomás se sente dividido entre o amor genuíno que descobre por ela e a sua incapacidade de abandonar sua liberdade sexual.

A situação se complica quando Sabina (Lena Olin), artista plástica, amante de Tomás e que também vive segundo a filosofia da leveza retorna. Sabina rejeita todos os tipos de convenções, tradições e qualquer forma de peso emocional.

Porém, a ligação entre Sabina e Tereza cria um triângulo afetivo complexo, marcado por admiração, rivalidade e profunda vulnerabilidade.

Quando os soviéticos invadem a Tchecoslováquia em 1968, a vida de Sabina, Tomás e Tereza é transformada radicalmente. Tomás perde o emprego por se recusar a renegar suas posições políticas, e o casal acaba se mudando para o campo e tentando reconstruir uma vida simples e mais autêntica.

Longe da cidade, Tomás e Tereza encontram uma forma de amor sereno, embora permeado pela constante tensão entre a leveza desejada por ele e o peso sentido por ela.

Sabina, por sua vez, foge para o Ocidente, onde tenta preservar a sua liberdade e evitar vínculos, mas permanece tendo aquela sensação de deslocamento e pela memória dos dois.

Sabina de certa forma era muito ligada ao casal Tomás e Tereza.

O filme culmina em uma reflexão profunda sobre amor, liberdade, responsabilidade e o paradoxo entre a “leveza” e o “peso” da sua existência.

De certa forma, no final, Tomás e Tereza encontram uma espécie de paz na simplicidade, indicando que o peso do amor pode, paradoxalmente, trazer significado, ainda que não garanta permanência.

Esse filme foi um dos raros que o autor Milan Kundera autorizou. Mesmo achando o filme belo, ele descobriu que se distanciou da estrutura filosófica que ele propôs no romance.

Daniel Day-Lewis aprendeu técnicas de cirurgia para parecer convincente no papel. Incorporou o sotaque tcheco e estudou profundamente o contexto político da época (Final dos anos 60).

Juliette Binoche achava que não se encaixava no papel de Tereza e se sentia insegura. O diretor Philip Kaufman insistiu e ela acabou aceitando e hoje a personagem é um dos melhores desempenhos e um dos mais marcantes da carreira dela.

O filme recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Fotografia (1989). A fotografia do filme é muito elogiada pela paleta suave e melancólica.

E aí? O que vocês acham desse filme? Quem quiser comentar, fique a vontade. Um beijo e até a próxima matéria.

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