Dirigido por Mark Rydell e estrelado por Henry Fonda, Katharine Hepburn, Jane Fonda, Doug McKeon, Dabney Coleman e Christopher Rydell.
Esse é outro filme que me emociona bastante. Tem um elenco de peso: Henry e Jane Fonda, além da Katharine Hepburn, claro. Foi também o último filme estrelado por Henry Fonda. Henry Fonda e Katharine Hepburn ganharam Oscars de melhores atores e foi muito merecido.
A trama acompanha um verão profundamente transformador da família Thayer. Norman (Henry Fonda) e Ethel Thayer (Katharine Hepburn), já idosos retornam ao chalé de férias da família, localizado às margens de um lago sereno e iluminado pelos poros do sol dourado, um espaço cheio de memórias e marcas dos anos vividos ali. Essa casa fica localizada na Nova Inglaterra.
Norman é um professor aposentado e está prestes a fazer 80 anos. Ele enfrenta suas limitações com sarcasmo e mau humor. Norman está tendo que lidar com lapsos de memória e uma sensação crescente de finitude.
Enquanto Ethel é uma mulher calorosa e otimista, sempre tentando acalmar a tensão e manter viva a leveza da vida em comum.
Quando a filha do casal, Chelsea (Jane Fonda) chega nessa casa trazendo o novo namorado, Bill (Dabney Coleman), e o enteado dele, o adolescente Billy (Doug McKeon) nós percebemos que Chelsea e Norman têm uma relação marcada por anos de distanciamento emocional, falhas de comunicação e mágoas que nunca foram resolvidas.
Chelsea decide deixar Billy com os pais por algumas semanas. E nesse tempo, o jovem e o Norman desenvolvem uma amizade inesperada. O adolescente traz energia e curiosidade sobre o chalé, enquanto Norman ao ensinar sobre pesca e navegação ao garoto encontra uma nova conexão com Billy e que acaba suavizando suas próprias inseguranças.
Durante esse convívio, Billy ajuda Norman a redescobrir vitalidade. Chelsea volta ao chalé e percebe as mudanças profundas tanto no pai quanto em si. Ela enfrenta o passado e busca uma reconciliação tardia, mas sincera com ele.
O filme mostra o envelhecimento, encarado com humor, melancolia e afeto. Relações familiares fragilizadas, mas que ainda podem ser curadas. O amor duradouro, representado pela devoção entre Norman e Ethel.
O lago, sempre presente, funciona como metáfora da memória, da paz, da renovação. Enfim, o filme é um drama intimista e sensível, que marcou o cinema ao reunir Henry e Jane Fonda em um confronto emocional tanto na ficção quanto na vida real. E isso resultou em uma narrativa profundamente humana sobre perdão e amor.
Ao ganhar o Oscar de melhor atriz por esse papel, Katharine Hepburn se tornou recordista do Oscar já que ganhou 4 troféus de melhor atriz.
E aí? O que vocês acharam desse filme? Quem quiser comentar sobre ele, fique a vontade. Um beijo a todos e até a próxima matéria.
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