Dirigida por Stanley Donen e estrelado por Bob Fosse, Gene Wilder, Steven Warner, Richard Kiley, Joss Ackland, Clive Revill, Victor Spinetti, Donna McKechnie e Graham Crowden.
Esse filme é uma adaptação musical do clássico de Antoine de Saint-Exupéry e transforma a história do Pequeno Príncipe em um filme encantador e repleto de canções. E mantém o espírito filosófico do livro. E mescla fantasia, simbolismo e uma sensibilidade poética que é algo muito característico do livro.
A narrativa começa quando um Aviador (Richard Kiley), que está perdido no deserto do Saara após um acidente com o seu avião, encontra um menino misterioso de cabelos dourados, o Pequeno Príncipe (Steven Warner).
O menino diz ter vindo de um pequeno asteroide, o B-612, onde vivia sozinho e se dedicando ao cuidado de três vulcões e uma Rosa (Donna McKechnie) quem é exigente, bela e orgulhosa, com quem ele tem um laço profundo e difícil.
Conforme o Aviador trabalha para trazer seu avião, o Pequeno Príncipe conta como decidiu deixar sua casa e viajar pelo o universo em busca de respostas sobre a vida e as pessoas. E o menino vai contando sobre sua visita á vários planetas e cada um deles habitado por um adulto.
E cada um simbolizando comportamentos humanos limitados ou aparentemente absurdos: O Rei (Joss Ackland), que acredita governar tudo. O Vaidoso, obcecado por aplausos. O Bêbado, preso a um vício sem sentido. O Homem de Negócios (Clive Revill) que conta estrelas como se fossem bens materiais. O Acendedor de Lampiões que está preso a uma rotina exaustiva. E por último, O Geográfico, que registra terras que nunca existiu.
Essa é uma crítica do autor ao mundo adulto, mostrando seu distanciamento do seu lado criança. Aquilo que é essencial para o lado criança que todos nós temos.
Ao chegar a Terra, o Pequeno Príncipe vê um deserto imenso e a acha vazia, mas logo descobre que ela é repleta de vida. Em seu caminho surge a Cobra (Bob Fosse), que fala de uma forma sombria e enigmática. A Cobra fala em termos poéticos sobre morte e retorno.
Depois, o menino encontra as Rosas do Jardim, que o fazem perceber que sua Rosa, embora não seja única fisicamente, é única para ele por causa do vínculo que foi criado com ela.
É então que o Pequeno Príncipe se encontra com a Raposa (Gene Wilder), que lhe ensina uma das lições mais profundas da obra: “Você se torna eternamente responsável por aquilo que cativa”. A cena é uma das mais emocionantes do filme. A canção é delicada e tem uma atmosfera mais contemplativa.
A amizade entre o Pequeno Príncipe e o Aviador cresce e um influencia muito o outro. O Aviador se reconecta com a sensibilidade que havia perdido ao amadurecer, enquanto o menino aprende sobre o afeto, a coragem e a responsabilidade.
O Pequeno Príncipe começa a sentir saudades de sua Rosa e decide voltar ao seu asteroide. E para isso, aceita a ajuda da Cobra, e oferecendo-se à mordida dela. Esse é um momento simbólico que mistura morte, renúncia e transcendência.
O Aviador fica comovido e acaba transformando alguns aspectos de si mesmo. Ele percebe que o essencial é permanecer vivo na memória e no coração.
E o filme acaba de uma forma doce e melancólica. E faz uma homenagem à filosofia do livro que é a importância da imaginação, da amizade e daquilo que só se pode ver “com o coração”.
E eu só de lembrar sobre isso já fico emocionada. Estou ficando velha mesmo. Para quem ainda não viu, eu recomendo. Dá para aprendermos sobre a vida e a morte de uma forma magistral e filosófica.
Mas e vocês? O que acharam desse filme? Quem quiser comentar, fique a vontade. Um beijo a todos e até a próxima matéria.
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