Análise do Filme: O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas (1985).

Critica de Filmes

Dirigido por Joel Schumacher e estrelado por Rob Lowe, Emilio Estevez, Andrew McCarthy, Demi Moore, Judd Nelson, Ally Sheedy, Mare Winningham e Andie MacDowell.

Hoje eu estou trazendo filmes que eu cresci assistindo hein. Eu vi esse filme tantas vezes. Eu achava extremamente charmoso o Rob Lowe e o Andrew McCarthy. Podem me julgar, eu deixo. Mas relevem né, nessa época eu era criança ou adolescente.

A trama acompanha um grupo de sete amigos recém-formados na Universidade de Georgetown que, ao deixarem a vida acadêmica, enfrentam uma transição turbulenta para a vida adulta.

Esse grupo é muito unido desde a época da faculdade e eles se reúnem regularmente no bar St. Elmo’s, onde tentam manter viva a sensação de pertencimento e estabilidade enquanto cada um deles enfrenta suas próprias crises pessoais.

Billy Hicks (Rob Lowe) é o mais carismático e problemático do grupo. É um saxofonista talentoso, mas irresponsável e preso entre uma juventude desregrada e com as responsabilidades de ser pai e marido.

Billy é incapaz de amadurecer profundamente suas relações, incluindo a amizade com Wendy (Mare Winningham) que o ama secretamente.

Jules (Demi Moore) é uma mulher glamourosa e extrovertida. Ela vive de aparências e busca preencher seu vazio emocional com festas, drogas e gastos excessivos. Como se vazio emocional pudesse ser preenchido dessa maneira.

Apesar da imagem confiante, Jules esconde uma profunda fragilidade e um medo constante de solidão, que eventualmente a leva a um colapso emocional.

Alec (Judd Nelson) é um homem que tenta consolidar sua carreira política e seu relacionamento com Leslie (Ally Sheedy), mas sua infidelidade e ambição desenfreadas colocam tudo em risco. Enquanto isso, Leslie, ainda está tentando o que quer da vida e questiona a pressão de se casar sem estar pronta.

Essas questões são profundamente importantes e tem que serem trabalhadas ao longo do tempo. E muitas vezes, requerem ajuda profissional capacitada para isso. Como é o caso de Jules. Todos precisavam se cuidar e tratar tanto físico como emocionalmente.

Kevin (Andrew McCarthy) é o médico do grupo e parece desprezar o amor, mas guarda em segredo uma paixão profunda e não correspondida por Leslie, e isso complica sua amizade com Alec.

Isso é algo bem realista. Quantas vezes nós gostamos de alguém que gosta de outra pessoa ou quantas vezes gostam de nós e a gente não retribui da mesma forma. São coisas que podem acontecer com qualquer ser humano. Isso já aconteceu comigo várias vezes e creio que muita gente passou por isso também.

Já Kirby (Emilio Estevez) se envolve em uma paixão obsessiva por uma médica mais velha e a perseguindo de forma impulsiva e muitas vezes ingênua.

Ao longo do filme, cada personagem passa por experiências que testam sua identidade, seus laços de amizade e suas expectativas sobre o futuro.

Entre brigas, reconciliações, crises emocionais e pequenas vitórias, eles percebem que crescer significa aceitar mudanças, deixar suas idealizações da juventude e aprender a construir uma vida própria, mesmo que isso implique em seguir caminhos diferentes.

O grupo termina compreendendo que a amizade continua sendo importante, mas nem sempre os amigos seguem no mesmo ritmo ou no mesmo caminho que a gente. E que o “Primeiro ano do resto de nossas vidas” chegou com escolhas difíceis, amadurecimentos e novos começos querendo ou não.

Enfim, o filme nos mostra como amadurecer emocionalmente é algo tão trabalhoso e que nos transforma de tal forma que nunca mais seremos como éramos antes de passar por provas e obstáculos. E sempre teremos uma visão mais ampla da vida no geral.

E o que vocês acharam do filme? Quem quiser comentar algo sobre o filme, fique a vontade. Um beijo e até a próxima matéria.

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