Análise do Filme: Segundas Intenções. (1999)

Critica de Filmes

Dirigido por Roger Kumble e estrelado por Sarah Michelle Gellar, Ryan Phillippe, Reese Witherspoon, Selma Blair, Joshua Jackson, Sean Patrick Thomas, Christine Baranski e Tara Reid.

O filme é baseado no romance “As ligações Perigosas” de 1782, de Choderlos de Laclos. Essa obra fala sobre manipulação e sedução na aristocracia francesa.

O diretor Roger Kumble criou Kathryn Merteuil com base na Marquise de Merteuil, personagem vivida por Glenn Close em ligações perigosas de 1988. Sarah Michelle Gellar estudou os trejeitos da atriz para capturar a frieza e o poder da personagem.

Sarah Michelle Gellar ficou hesitou em aceitar o papel de uma vilã tão manipulada e sexualmente ambígua. Ela era muito conhecida por interpretar Buffy e ela ser uma personagem do bem. Mas ela foi convencida pelo diretor que acreditava que ela era a única capaz de misturar charme e crueldade de forma convincente.

O beijo entre Sarah Michelle Gellar e Selma Blair é um dos mais famosos dos anos 90. E ganhou o prêmio de Melhor Beijo no MTV Movie Awards 2000. As duas ensaiaram essa cena por semanas para ajustar o timing cômico.

E algumas cenas e posturas da Kathryn tiveram que ser suavizadas para não prejudicarem a imagem de Sarah Michelle Gellar na série Buffy.

Mas agora, vamos falar sobre o filme. Ambientado na elite privilegiada de Nova York, Segundas Intenções acompanha o jogo psicológico, sensual e perverso por dois meios-irmãos: Kathryn Merteuil (Sarah Michelle Gellar), uma mulher manipuladora, carismática e totalmente sem escrúpulos, e Sebastian Valmont (Ryan Phillippe), um homem sedutor e narcisista. Conhecido por suas conquistas e pela frieza emocional.

Kathryn que cultiva uma imagem pública de perfeição e virtude está furiosa com um antigo namorado que a trocou por Cecile (Selma Blair), uma jovem ingênua recém-chegada à escola.

Movida por vingança, Kathryn propõe a Sebastian que seduza Cecile apenas para destruir sua confiança. Porém, para ele, Cecile parecia fácil demais para ser conquistada.

Sebastian se interessa por um desafio ainda maior: Annette Hargrove (Reese Whiterspoon), filha do novo diretor da escola, que é conhecida por ter escrito um artigo afirmando que pretendia manter a virgindade até encontrar o amor verdadeiro.

Kathryn se divertiu e muito com a ideia e fez uma aposta com Sebastian: Se ele conseguisse conquistar e “corromper” Annette, ela se entregaria a ele, mas se ele falhasse Sebastian teria que entregar seu precioso carro, seu maior símbolo de status.

O que começa como um jogo cruel se torna complicado quando Sebastian acostumado com o controle começa realmente a se apaixonar por Annette. Dividido entre o desejo genuíno que passa realmente a sentir e a pressão manipuladora de Kathryn. Ele tenta mudar o seu comportamento e o jeito de ser e abandonar essa vida de intrigas.

Mas Kathryn não aceita perder o domínio sobre ele. Ela arma uma sucessão de manipulações, mentiras e fofocas pelos cantos para destruir a relação do irmão com a Annette e recuperar o seu poder.

As manipulações, intrigas e o jogo sujo atingem Cecile, mas também a sua mãe e até mesmo o professor de música que estava envolvido com a jovem e ampliando o estrago emocional de todos à sua volta.

O jogo perigoso e sujo sai do seu controle e, no desfecho trágico, as manipulações de Kathryn levam a uma sequência de eventos que resultaram na morte de Sebastian. Porém, antes de morrer, ele consegue alertar Annette sobre a verdadeira natureza de sua meio-irmã.

No final, Kathryn tem sua máscara arrancada diante de toda a escola, exposta pelas provas deixadas por Sebastian, enquanto Annette dirige o carro dele que virou agora um símbolo de amor, perda e redenção.

E aí? O que vocês acharam do filme? Quem quiser comentar abaixo, fique a vontade. Um beijo e até a próxima matéria.

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