Análise do Filme: Simplesmente Amor. (2003)

Critica de Filmes

Dirigido por Richard Curtis e estrelado por Hugh Grant, Emma Thompson, Colin Firth, Liam Neeson, Keira Knightley, Bill Nighy, Alan Rickman, Laura Linney, Thomas Brodie-Sangster e Rodrigo Santoro.

Simplesmente amor é uma comédia romântica Britânica que entrelaça algumas histórias de amor, amizade, perda e esperança e todas acontecendo umas semanas antes do Natal em Londres. O filme acompanha diferentes personagens cujas vidas acabam se cruzando e mostrando que o amor pode assumir muitas formas entre elas: Românticos, familiares, imperfeitas e inesperadas.

Eu tenho esse filme em Blu-ray e já assisti algumas vezes. Esse elenco é ótimo. E o filme também. Não pude deixar de falar um pouco sobre ele. E vou escrever por partes… É melhor.

Karen (Emma Thompson) é uma mulher calorosa e dedicada, casada com Harry (Alan Rickman), um executivo responsável e aparentemente estável. Os dois têm dois filhos e, à primeira vista formam um casal sólido.

Porém, Karen começa a perceber sinais de que Harry possa estar envolvido emocionalmente com sua nova secretária, Mia (Heike Makatsch). O momento mais marcante nesse núcleo é quando Karen descobre que o presente luxuoso comprado por Harry. Que ela julgava ser para ela, foi para outra pessoa.

A cena da Karen chorando sozinha no quarto ao som de “Both Side Now” foi emblemática.

Apesar da dor profunda em descobrir a traição do marido, Karen escolhe manter uma família unida. E ficou uma sugestão no ar de que os dois seguirão tentando reconstruir a relação.

O segundo núcleo é com o primeiro ministro David (Hugh Grant) e Natalie (Martine McCutcheon). David, recém-eleito, se apaixona pela funcionária Natalie, uma mulher alegre e espontânea.

Entre encontros estranhos e uma dança icônica ao som de “Jump (For my Love)”, David decide lutar por esse amor simples e verdadeiro.

O terceiro núcleo é com Jamie (Colin Firth) e Aurélia (Lúcia Moniz). Após ser traído, o escritor Jamie se refugia no interior da França, onde conhece Aurélia, sua empregada portuguesa. Eles não falam a mesma língua, mas acabam desenvolvendo uma conexão profunda. Jamie aprende português e retorna ao País para pedir Aurélia em casamento. É uma das melhores cenas do filme.

O quarto núcleo é com Billy Mack (Bill Nighy) e Joe (Gregor Fisher). O roqueiro decadente Billy Mack lança um cover brega de Natal para tentar voltar ao topo de sucesso. Com um humor irreverente, ele percebe que seu maior amor é a amizade leal do seu empresário Joe.

O quinto núcleo é com Sarah (Laura Linney) e Karl (Rodrigo Santoro). Sarah nutre uma paixão antiga por Karl, seu colega de trabalho. Quando finalmente os dois têm um momento juntos, a dedicação de Sarah ao irmão, que enfrenta problemas psicológicos e vividos em uma instituição, acaba prejudicando e até mesmo impedindo o romance. Aqui é mostrado um tipo de amor igualmente profundo e sacrificante.

O sexto núcleo é com Mark (Andrew Lincoln), Juliet (Keira Knightley) e Peter (Chiwetel Ejiofor). Mark é apaixonado por Juliet, a esposa do seu melhor amigo. Incapaz de confessar o que sente por ela, Mark declara o seu amor silenciosamente através de cartões em uma cena famosa bem a porta da casa dela. Um gesto puro e resignado, que põe um fim em seu sentimento por ela.

O filme termina com todos os personagens conectados de alguma forma, mostrando que, apesar das frustrações, dores, perdas, o amor permeia em todas as relações humanas.

O núcleo da Karen (Emma Thompson) é um dos mais emotivos e realistas, abordando a dor da desilusão amorosa dentro de um casamento que parecia seguro. Isso é até um contraste sensível com as histórias mais leves do filme.

E vocês? O que acharam do filme? Quem quiser comentar, fique a vontade. Um beijo a todos e até a próxima matéria.

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