Dirigido por Claude Lelouch e estrelado por Anouk Aimée, Jean-Louis Trintignant, Pierre Barouh, Valérie Lagrange, Yane Barry, Paul Le Person e Souad Amidou.
Esse filme é um romance francês sensível e intimista que acompanha duas pessoas adultas que foram marcados por perdas e que acabaram encontrando de forma inesperada a possibilidade de recomeçar.
A história começa quando Anne Gauthier (Anouk Aimée), uma roteirista, viúva e mãe de uma menina, cruza o caminho com Jean-Louis Duroc (Jean-Luis Trintignant), um corredor de carros profissional que também é viúvo e pai de um menino. E esse encontro aconteceu quando ambos visitaram seus filhos em um colégio interno e isso acaba se repetindo todos os finais de semana.
O encontro casual dá início a uma proximidade um tanto discreta, alimentada por conversas leves, pequenos gestos de cuidado e uma empatia natural entre duas pessoas que passaram por mesmas perdas e lutos.
À medida que se encontra com mais frequência, Anne e Jean-Louise constroem uma amizade que vai evoluindo lentamente para algo mais profundo. Mas ambos carregam feridas emocionais.
Anne ainda é assombrada pela lembrança do marido falecida que teve uma morte trágica e ela não consegue superar. E Jean-Louis luta para equilibrar sua carreira arriscada nas pistas de corrida com o desejo de se entregar a um novo amor.
O filme fica alternando entre cenas em preto e branco e em cores, isso é uma marca estética de Lelouch, que dessa forma reforça nuances emocional e a cadência poética do romance.
Entre memórias do passado, momentos de ternura e hesitações sobre o futuro, os dois se veem diante do desafio de amar novamente sem se perder na dor do que já se foi e se passou.
Em um momento do filme, em uma cena carregada de delicadeza e ambiguidade, nós vemos Anne correndo de volta para reencontrar Jean-Louis, mostrando que, apesar de seus medos e fantasmas, ambos estão dispostos a tentar uma nova chance juntos.
A força emocional do filme é nos silêncios, nas trocas de olhares e na construção gradual de um amor maduro, real, imperfeito e profundamente humano.
No Brasil, em 2016, esse foi o escolhido pelo Festival Varilux de Cinema Francês. E eu acho muito merecido. Foi uma excelente escolha.
E para vocês? Vocês concordaram com essa escolha? O que vocês acharam do filme? Quem quiser comentar sobre o filme, fique a vontade.
Bem, eu vou ficando por aqui. Um beijo a todos e até a próxima matéria.
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