Dirigido por Albert Hughes e Allen Hughes. E estrelado por Denzel Washington, Gary Oldman, Mila Kunis, Jennifer Beals, Ray Stevenson, Michael Gambon, Tom Waits e Evan Jones.
Esse filme mistura ação com ficção científica e a trama gira em um futuro pós-apocalíptico, que foi devastado por uma guerra que destruiu grande parte da civilização e a Terra se transformou em um deserto árido, violento e sem leis.
Nesse mundo brutal, onde água e comida são escassas, um andarilho solitário chamado Eli (Denzel Washington). Ele atravessa o continente seguindo apenas sua habilidade de sobrevivência e uma missão sagrada.
Eli carrega com ele mesmo um livro raro e extremamente importante: a última cópia conhecida da Bíblia. Esse livro, que ele protege com devoção quase sobrenatural, é considerado capaz de restaurar a esperança, resgatar valores perdidos e até reconstruir a sociedade ou, nas mãos erradas, servir como instrumento de dominação.
Ao chegar a uma cidade controlada pelo tirânico Carnegie (Gary Oldman), Eli chama a atenção justamente por causa do livro. Carnegie acredita que a Bíblia é uma poderosa arma ideológica e fará de tudo para tomá-la para si. Ele é aquele tipo de pessoa que controla todos os habitantes por meio do medo e da escassez de água. E deseja expandir seu poder usando a influência que o conteúdo do livro pode gerar.
Diante da resistência de Eli, Carnegie envia seu exército para capturar aquele que ousa enfrentá-lo.
Nesse processo, uma jovem chamada Solara (Mila Kunis), uma mulher que vive sob a pressão de Carnegie, decide fugir e seguir Eli na esperança de encontrar algo melhor. E aos poucos, ela descobre o verdadeiro propósito da jornada de Eli e a profundidade de sua fé.
A história cresce em uma intensidade quando enfrenta diversos perigos, emboscadas e revelações que colocam em dúvida a própria natureza da missão de Eli. Ele acredita ter sido guiado por uma força maior para proteger o livro e levá-lo a um destino específico, mesmo que isso exija sacrifícios extremos.
No filme, quando tudo está perdido, a verdadeira dimensão da fé, da resiliência humana e do simbolismo do livro se revela de maneira surpreendente.
E o final traz um impacto emocional significativo, mostrando que uma jornada espiritual pode ser tão poderosa quanto à física.
O livro de Eli tem uma narrativa pós-apocalíptica que foi construída como uma fábula espiritual e onde cada elemento, personagens, objetos, cenários têm peso simbólico.
Embora seja um filme de ação, a trama está muito mais interessada em discutir sobre fé, propósito de vida e poder.
A Bíblia como sendo o último exemplar existe, representa várias coisas: Conhecimento. Em um mundo que mergulhou na ignorância e na barbárie, o livro representa a memória das conquistas humanas, valores éticos e culturais que foram destruídos.
Poder: O vilão Carnegie sabe que as palavras do livro influenciaram civilizações inteira. Por isso, foi visto como uma ferramenta de manipulação, simbolizando como ideologias, religiões e discursos podem ser usados para dominação.
A revelação final de que Eli é cego e memorizou o livro dá uma informação a mais. A “cegueira” aqui simboliza visão interior, intuição e fé profunda.
E ao mesmo tempo, expõe alguém que busca poder sobre os outros (Carnegie). Esse é o verdadeiro cego que é incapaz de compreender o conteúdo mesmo quando tem em suas próprias mãos.
Eli nesse filme é um herói espiritual, quase um profeta. Ele é guiado por uma voz interior, símbolo da intuição, do chamado e do propósito. Ele caminha sozinho, como um peregrino. Protege o livro com devoção, demonstrando que a fé é a sua força e fonte de resiliência. Sua jornada de 30 anos lembra e muito narrativas bíblicas de atravessar desertos tanto literalmente quanto metaforicamente.
Eli também representa o arquétipo do Guardião do conhecimento. Figura que protege algo precioso para que o futuro tenha chance de florescer.
Solara seria vista como um símbolo de renovação. Ela simboliza a nova geração, aquela que obtém o conhecimento e o leva adiante. Enfim, ela representa o recomeço, e o potencial de transformação. Ela aprendeu com Eli e se torna sua herdeira simbólica, mostrando que a sobrevivência do que é sagrado depende da transmissão e não do acúmulo.
E Carnegie é visto como símbolo de dominação. Ele representa o uso político da ótica, a manipulação das massas por meio do discurso, e o autoritarismo travestido de “guiar o povo”. Ele queria o livro pelo poder, e não pela sabedoria.
E vocês? O que acham do filme? Quem quiser comentar, fique a vontade. Um grande beijo e até a próxima matéria.
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