Pesquisas indicam que a comunidade brasileira é uma das que lideram nascimentos de estrangeiros em solo japonês
O Japão enfrenta um grave problema demográfico devido ao envelhecimento de seu povo que ocorre rapidamente, junto a sua acentuada queda de natalidade. Cerca de 125 milhões de habitantes que corresponde a uma taxa próxima dos 30% têm atualmente mais de 65 anos, tornando-se uma das maiores populações idosas do planeta.
Com isto há também a consequência de falta de mão de obra ativa no mercado de trabalho, o que obriga a se ter uma maior flexibilização para estrangeiros atuarem nas necessidades do país. Em 2024, o número de residentes de outros países chegou a atingir 3.8 milhões de pessoas, batendo um recorde histórico.
Em compensação o número de pessoas com diferentes nacionalidades segue considerável, utilizando como exemplo uma forte comunidade formada por brasileiros em território japonês. Com dados do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar, cerca de 22.878 crianças filhos de estrangeiros nasceram no Japão no ano passado, correspondendo a 3% da população local. As mães chinesas lideram os números seguidas pelas brasileiras, que ficam a frente das filipinas.
No caso dos nativos japoneses os números caíram para 686.173 nascimentos, sendo o menor da história.
Especialistas clamam por políticas de integração para que se evite conflitos sociais, enquanto que a nova líder do PLD – Partido Liberal Democrata e conservadora Sanae Takaichi, aumenta a rigidez para as regras de imigração, além de restringir a compra de terras por estrangeiros.
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