Dirigido por Audrey Wells e estrelada por Diane Lane, Raoul Bova, Sandra Oh, Vincent Riotta, Lindsay Duncan, Kate Walsh, Pawel Szajda, Giulia Steigerwalt, Valentine Pelka e Mario Monicelli.
Essa comédia romântica tem um pedaço do meu coração. E por quê? Simplesmente gosto de tudo nesse filme. O elenco, as músicas, a fotografia. E como uma boa neta de Italiana, amo tudo relacionado a Itália: Sua cultura, clima, tradição. Um dos lugares que quero conhecer por lá é Toscana. Cidade que parece ser lindíssima.
Esse é o meu segundo filme favorito de Diane Lane. Sua personagem, Frances Mayes passa por um grande processo de transformação e mudança pessoal depois que ela descobre que o marido a traía e passa por um doloroso divórcio. A gente nunca espera que um dia aquele amor que sentimos pelos nossos parceiros termina, não é?
Além de ter passado por um divórcio extremamente dolorido, Frances acaba tendo que sair da casa já que o ex-marido leva sua nova mulher que é bem mais nova e que está grávida para morar juntos em um lugar que ela nunca pensou que um dia teria que sair.
Esse filme é baseado em um livro de memórias com o mesmo nome, escrito por Frances Mayes.
Frances é uma escritora que se sente emocionalmente abalada com tudo o que passou e não é capaz de seguir em frente. Essa separação foi muito dura para ela. Ela mora em São Francisco e acha que sua vida já perdeu a graça e o rumo. Atualmente está com bloqueio criativo. Quem nunca passou por isso? E eu posso me incluir nisso. Aliás, faz tempo que não escrevo um conto.
Durante um jantar com sua melhor amiga, Patti (Sandra Oh), ela recebe um presente de Patti. Uma viagem para Toscana, na Itália, por 10 dias. No início, Frances recusa, mas depois de ter tido um dia bem ruim, de depressão e tristeza, a escritora aceita o presente e parte para Toscana.
Eu me diverti muito na cena do ônibus. Frances viajou com um grupo de homossexuais. Sua amiga, Patti é homossexual e ter um relacionamento estável com sua parceira. Elas tinham comprado essa viagem, mas como elas não podiam mais fazer esse tour em Toscana, deram para Frances.
Confesso que gostei de ver Sandra Oh com Kate Walsh como casal. Elas trabalharam juntas também em Grey’s Anatomy. Quem não se lembra de Cristina Yang, a melhor amiga de Meredith. E a Kate foi Addison Montgomery, a primeira esposa de Derek.
Achei a atuação das duas muito boas. Vale a pena dar uma olhada nessa história também. E a ideia delas de que Frances iria se reencontrar em Toscana vira realidade.
Em sua excursão pela região italiana, Frances se encanta por uma casa antiga que está se deteriorando, caindo aos pedaços. A vila Bramasole, rouba seu coração. E ela acaba agindo por impulso e decide que irá comprar aquela casa.
Frances inicia sua jornada de autodescoberta, de recomeço quando depois da antiga dona decidir vender a casa para ela. Frances teve coragem, fé, e vontade de recomeçar mesmo não sabendo falar italiano.
Eu sei que muita gente não faria isso e aqui ela ganhou minha empatia e respeito. Já que Frances deu um passo a mais, no escuro. Ela não sabia o que iria acontecer a partir de então. A reforma da casa foi bem trabalhosa e até mesmo caótica, mas ela aguentou firme e ficou até o fim.
Aos poucos, Frances começa a criar laços de amizade com outros moradores da região, especialmente com os trabalhadores que estão ajudando a reconstruir o seu novo lar. Ela passa a perceber que não está mais sozinha e que agora as outras pessoas já a estão considerando moradora daquela região. Como uma grande família.
A transformação interior foi tremenda. Frances mudou totalmente. Ela teve coragem e enfrentou seus medos do passado, suas antigas dores. Ela era uma nova mulher. Frances aprendeu a lidar com a solidão. A lidar sozinha com os obstáculos e quaisquer problemas que aparecessem em seu caminho.
Ela tem um breve romance com Marcello (Raoul Bova) que a ajudou com a autoestima. Agora ela confia em si mesma, em seu potencial de poder e sedução.
Em fim, Frances percebe que para sermos felizes não precisamos ter um roteiro e seguirmos fielmente um caminho idealizado. Que as vezes, nossa felicidade vem de algo inusitado, inesperado. E quando aceitamos o inusitado, inesperado aprendemos a viver uma vida mais ampla e feliz.
E o que vocês acharam do filme? Quem quiser comentar alguma coisa, fique a vontade. Um beijo e até a próxima matéria.
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