Ao ler o Livro Em Busca de Sentido, de Viktor Frankl, compreendemos que lembrar o Holocausto não é apenas revisitar a dor, mas reafirmar a humanidade que resistiu mesmo nos lugares onde ela tentou ser apagada. Quando li este livro, não pude deixar de sentir tamanha dor; era como se o som de cada movimento penetrasse dentro de mim. Quando Viktor retratava os gritos dos soldados, era como se eu fosse arremessada para aquele lugar, e meu coração acelerava a cada página, a cada palavra mencionada.
O psiquiatra Viktor Frankl, sobrevivente dos campos de concentração nazistas, escreveu:
“Tudo pode ser tirado de uma pessoa, exceto uma coisa: a liberdade de escolher sua atitude em qualquer circunstância da vida.”
Seu testemunho nos lembra que, mesmo em meio à barbárie, preservar a memória, a dignidade e o sentido da vida é um ato de resistência.
Hoje, 27 de janeiro, o mundo se une para lembrar uma das maiores tragédias da história da humanidade: o Holocausto. A data foi instituída oficialmente pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2005, e marca a libertação do campo de concentração e extermínio de Auschwitz-Birkenau, na Polônia, em 1945, pelas tropas soviéticas.
Durante o regime nazista, liderado por Adolf Hitler, cerca de seis milhões de judeus foram assassinados de forma sistemática. Além deles, milhões de outras vítimas também foram perseguidas e mortas, entre ciganos, pessoas com deficiência, negros, homossexuais, opositores políticos e prisioneiros de guerra. O Holocausto não foi apenas um episódio de violência extrema, mas um projeto organizado de desumanização e extermínio.
Mais do que recordar números, esta data convida à memória das vidas interrompidas, das famílias destruídas e das histórias silenciadas. Lembrar o Holocausto é reconhecer até onde o ódio, o preconceito e a intolerância podem levar quando são normalizados pelo poder.
Em tempos em que discursos de ódio ainda se espalham e ganham espaço, o 27 de janeiro reforça a importância da educação, do respeito à diversidade e da defesa incondicional dos direitos humanos.
Relembrar o Holocausto não é permanecer no passado, mas alertar o presente e proteger o futuro, para que crimes como esses jamais se repitam.
Lembrar é um ato de justiça.
Esquecer é quase impossível, mesmo para aqueles que não viveram esse horror, como nós, ainda assim, a dor e a tristeza são sentidas.
Como escreveu Viktor Frankl:
“Quando não podemos mais mudar uma situação, somos desafiados a mudar a nós mesmos.”
Super indico a leitura do livro Em Busca de Sentido, de Viktor Frankl, um psicólogo no campo de concentração.
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