” Queer Direção: Lucas Guadagnino, com Daniel Craig, Drew Starkey, Omar Apollo, Henrique Zaga, Lesley Mainville, Ronia Ava, Drew Droege entre outros Extremamente sensual, apaixonado, psicodélico, visualmente lindo podem ser alguns dos adjetivos usados para falar do filme, porém o que englobaria tudo seria humano demais. O roteiro baseado no livro homônimo de William S. Burroughs conta a estória de seu alter ego Lee , um escritor homossexual cinquentão, viciado em heroína que busca desesperadamente uma conexão verdadeira, não apenas sexo, no México na década de 50.Em meio a encontros com garotos de programa e amigos que participam de orgias ele vive uma solidão acompanhada por um monte de gente. Até encontrar um jovem, Eugene( Drew Starkey).É difícil encontrar uma palavra para descrever a entrega de Daniel Craig ao personagem. O que vem à mente da maioria é que foi de James Bond a tórridas cenas de sexo com um homem. Na verdade é muito maior do que isso. Sua atuação passa a sensação de estar embriagado de amor, no sentido mais visceral da expressão, sem receber nada em troca. Eugene veio como ele era (” Come as you are ” da banda Nirvana toca em uma cena) : enigmático, interesseiro, escorregadio, inicialmente envolvido com mulheres. Lee é o oposto, exagerado nos gestos e nas emoções, tornando- se cada vez mais frágil e dependente conforme abusa das drogas. – Curiosidade: William S. Burroughs era praticante de magia e ocultismo, inclusive foi um dos pioneiros da magia do caos e menbro da IOT, isso explica o ritual de Ayahuasca que os dois participam no Equador, aonde talvez tenham pertencido realmente um ao outro.A triste cena final fica marcada na memória de quem assiste. Muito, mas muito bom.
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