O tratamento da obesidade vive um novo momento, impulsionado por avanços científicos que ampliam a compreensão da doença e transformam as abordagens terapêuticas. Medicamentos de nova geração, como o Mounjaro (tirzepatida) e a retatrutida, têm redesenhado a lógica do emagrecimento ao atuar de forma mais ampla sobre o metabolismo humano.
De acordo com o Dr. Danilo Matsunaga, médico com atuação em emagrecimento e saúde metabólica, a principal inovação dessas medicações está no reconhecimento de que a obesidade não se resume ao excesso de ingestão calórica ou à falta de força de vontade. “Hoje sabemos que se trata de um distúrbio complexo, que envolve sinais hormonais, metabolismo, comportamento alimentar e resposta ao estresse. Essas novas canetas não atuam apenas na fome; elas reorganizam sistemas”, explica.
O Mounjaro, já utilizado na prática clínica, atua simultaneamente em dois eixos hormonais — GLP-1 e GIP. Essa combinação promove não apenas a redução do apetite, mas também melhora do controle glicêmico, maior eficiência metabólica e impacto positivo sobre episódios de compulsão alimentar. Segundo o médico, quando associado a uma estratégia adequada de alimentação, treino e acompanhamento médico, o tratamento tende a apresentar melhor adesão e resultados mais consistentes.
Já a retatrutida representa um avanço adicional. A molécula atua em três eixos hormonais — GLP-1, GIP e glucagon — ampliando os efeitos sobre o gasto energético, a mobilização de gordura e a regulação metabólica global. “Não se trata de uma caneta ‘mais forte’, mas de uma caneta mais inteligente, pensada para um problema complexo”, afirma o Dr. Danilo.
Estudos clínicos apontam que a retatrutida promove não apenas perda de peso expressiva, mas também melhora na qualidade dessa perda, com maior redução de gordura visceral e melhor preservação metabólica quando o tratamento é bem conduzido
Apesar dos avanços, o especialista reforça que essas medicações não devem ser encaradas como soluções isoladas. “Quanto mais avançada a droga, maior a necessidade de método. Elas não substituem alimentação estruturada, treino de força, sono adequado e acompanhamento médico. Elas criam o ambiente biológico para que essas estratégias funcionem”, ressalta.
Para o Dr. Danilo Matsunaga, o verdadeiro divisor de águas no tratamento da obesidade está na possibilidade de um cuidado mais sustentável, menos punitivo e alinhado à fisiologia humana. “O futuro do emagrecimento não está em sofrer comendo menos, mas em fazer o organismo funcionar melhor como sistema”, conclui.
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