Análise do Filme: Amor à Primeira Vista. (1999)

Critica de Filmes

Dirigido por Inwin Winkler e estrelado por Val Kilmer, Mira Sorvino, Kelly McGillis, Steven Weber, Bruce Davison, Nathan Lane, Drena de Niro, Ken Howard.

Esse filme é baseado no ensaio “To see and not to see” do neurologista Oliver Sacks. Sacks disse que foi inspirado em uma história real.

Esse filme é lindo e conta uma história de amor tão linda e comovente. Eu simplesmente fiquei encantada já na primeira vez que vi. Devo ter visto em 2000. Mesmo sendo um ano que estava sendo corrido na Faculdade. Naquela época eu cursava o 4º ano de Psicologia, mas me lembro com muito carinho desse filme.

Tem um elenco incrível: Mira Sorvino, Kelly McGillis, Steven Weber e Val Kilmer. O amor entre os irmãos Adamson, Virgil (Val Kilmer) e Lillian (Kelly McGillis) era algo lindo de se ver e confesso que eu gostaria de ter uma amizade tão pura e intensa como a deles.

E o amor entre Virgil e Amy Benic (Mira Sorvino) sempre me faz viajar e sonhar com um amor incondicional como o deles. Isso é tão raro hoje em dia. Val Kilmer está tão bem como o homem cego que sempre foi dessa forma. Desde criança e não ficam apelando ao vitimismo. Muito pelo contrário. Ele tem uma força, garra, coragem que motiva as pessoas a fazerem o mesmo.

A Lillian, a personagem da Kelly McGillis pode ser a irmã, mas é como se fosse uma figura materna. Ela é extremamente protetora de seu irmão e não deixa nada e nem ninguém se aproximar um pouco mais sem ao menos conhecer e ver as intenções daquela pessoa.

Lillian tem medo de perder o irmão ou que algo ruim aconteça a ele. Para ela, seu irmão é algo de mais precioso no mundo e ela tem o dever de cuidar da melhor forma que puder de sua segurança, conforto e amor.

Virgil é um jovem massagista que é cego desde criança e que leva uma vida simples e bem estruturada. Um dia, ele conhece Amy, uma jovem arquiteta e determinada. Ela acaba se apaixonando por ele e começa a estudar sobre o problema que ele tem na vista. E descobre que há um procedimento experimental que é capaz de lhe devolver a visão.

No início, Lillian fica realmente preocupada. Uma vez que seu irmão perdeu a visão há tanto tempo que todos já tinham se acostumado com isso. Ela como sempre vai atrás para saber se esse procedimento mesmo experimental seria a melhor opção para o irmão. Seu medo era se desse errado e Virgil acabar perdendo a visão novamente.

É claro que Lillian falou e bastante com o médico e pediu muita explicação sobre como seria feita essa cirurgia. Quanto tempo ficaria de repouso e como seria a transição entre não enxergar para enxergar totalmente entre outras coisas.

Tanto Virgil quanto Amy estavam ansiosos, esperançosos e eles estavam torcendo para que tudo desse certo.

Virgil fez a cirurgia, e quando ele enxergou pela primeira vez foi uma tremenda emoção. Que cena fantástica! Ele poder ver tudo. As pessoas que ele amava (a irmã e a namorada), os objetos, os alunos. É como se ele tivesse nascido novamente.

Mas essa conquista trouxe reflexões profundas. E ele teve que se readaptar a esse novo mundo de cores. Agora Virgil não era mais um homem cego que tinha que se adaptar ao mundo colorido. Surgiu um novo homem assim que ele fez a cirurgia.

Todos eles tiveram que reaprender, se readaptar. Amy e Lillian também tiveram. Mas será que elas estavam prontas para essas novas mudanças?

Enfim, esse drama romântico fala sobre limites, percepção, escolhas, mudanças, maturidade, amor genuíno, amor incondicional. E se estamos prontos ou não aos recomeços.

E o que vocês acharam do filme? Quem quiser comentar, fique a vontade. Um beijo e até a próxima matéria.

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