Análise do Filme: Fantasia. (1940)

Critica de Filmes

Dirigido por James Algar, Samuel Armstrong, Ford Beeb Jr., Norman Ferguson, David Hand, T. Hee, Wilfred Jackson, Hamilton Luske, Bill Roberts, Paulo Satterfield, Ben Sharpsteen.

Walt Disney atuou como produtor e idealizador dessa terceira animação musical e experimental da Disney que rompeu aquela narrativa tradicional. Ao invés de ter apenas uma única história, o filme apresenta oito segmentos animados independentes e cada um contendo uma obra clássica da música erudita e todas com o maestro Leopold Stowski e a Orquestra da Filadélfia.

Para mim, é uma das animações mais bonitas de se ver e a trilha sonora fantástica. Sou uma mulher que ama filmes e músicas clássicas então não poderia ser melhor para mim. As cores nessa animação é um algo a mais. Ver essa animação em blu-ray então é uma experiência única.

Quem quer rever ou assistir esse clássico da Disney. Ele está passando na Disney +.

Todos os oitos segmentos me encantaram. Vou colocar aqui quais são:

  • Tocata e Fuga em Ré Menor. JS Bach.

O filme começa com formas geométricas, silhuetas da orquestra, e com cores quentes e frias. Não há personagens, falas, enredo. Só sons e imagens abstratas.

  • O Quebra-Nozes. Piotr Ilitch Tchaikovsky.

 Aqui mostra trechos de fadas, flores, cogumelos e criaturas da natureza. E representando as estações do ano. Esse segmento celebra a delicadeza do mundo natural. E os destaques são: a dança das fadas, do orvalho e o ciclo da vida.

  • O Aprendiz de Feiticeiro. Paul Dukas.

Aqui aparece o Mickey Mouse, e esse é o segmento mais famoso da animação. Mickey é um aprendiz de um mago e usa magia para animar vassouras para que elas façam o seu trabalho. Só que as coisas fogem do controle. Aqui fala de ambição, limites do poder e de irresponsabilidade.

Isso para mim mostra o quanto é importante sabermos lidar com responsabilidade e respeito das nossas tarefas. E não deveríamos usar nossos poderes ao nosso bel prazer.

  • A Sagração da Primavera. Igor Stravinsky.

Nesse segmento mostra a formação da Terra, o surgimento da vida e a extinção dos dinossauros. Esse segmento tem um tom mais sombrio e científico e aborda a força implacável da natureza e a fragilidade da existência dos animais e humanas na Terra.

  • Sinfonia Pastoral. Ludwig van Beethoven.

Esse segmento mostra a Grécia mitológica. Mostrando centauros, ninfas e deuses do Olimpo. Confesso que eu adorei essa parte. Amo a mitologia grega e como fã, eu não pude deixar de sorrir em alguns momentos. É um segmento mais leve e romântico, focado em celebrações, paixões e na harmonia idealizada entre os seres mitológicos.

  • Dança das Horas. Amilcare Ponchielli.

Eu achei esse segmento muito engraçado dos avestruzes, hipopótamos, elefantes e crocodilos dançando balé. Mesmo tendo fobia a crocodilos eu consegui ver sem ter que pular essa parte. Essa parte para mim foi bem lúdica.

  • Noite no Monte Calvo. Modest Mussorgsky.

Esse segmento é mais sombrio e dramático. O Demônio Chernabog desperta espíritos e sombras em uma noite de terror. Esse segmento explora o medo, o pecado e o caos.

  • Ave Maria. Franz Schubert.

Esse segmento final é mais espiritual de todos. E traz uma procissão de luz ao amanhecer. A escuridão da noite dá lugar à esperança, à paz e à redenção. E o filme termina de forma mais contemplativa.

Eu adoro essa animação. E para mim é muito completa. Principalmente por eu ser amante de música clássica e de grandes maestros.

A animação ganhou dois Oscars honorários, devido ao trabalho inovador desta animação.

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