Análise do Filme: Fantasia 2000. (1999)

Critica de Filmes

Dirigido por Don Hahn, James Algar, Gaëtan Brizzi, Paul Brizzi, Hendel Butoy, Francis Glebas, Eric Goldberg e Pixote Hunt.

E tem no elenco: Steve Martin, Itzhak Perlman, Quince Jones, Bete Midler, James Earl Jones, Penn&Teller e Angela Lansbury.

Quem quiser ver ou rever esta animação musical está passando no Disney +

E mais uma vez fiquei encantada com essa animação. As cores vibrantes e as músicas clássicas me deixaram toda emotiva. E nessa sequência do filme original de 1940, apenas um segmento também aparece por aqui. O aprendiz de Feiticeiro.

Essa animação musical que mistura fantasia também é dividida em oito segmentos e todas contendo música clássica. A trilha sonora foi executada pela Orquestra Sinfônica de Chicago e por James Levine.

Roy E. Disney tinha pensado em fazer essa sequência de Fantasia em 1974, mas a produção só começou em 1990. Há sequências animadas nessa sequência que usaram imagens geradas por computador. Isso não aconteceu com o original. O primeiro de 1940 foi feita a mão.

O objetivo de Fantasia 2000 era unir a música erudita, clássica a imagens animadas. E assim como o primeiro, não tem narrativa contínua. E também é composta por oito segmentos onde temos uma interpretação subjetiva de acordo com o que cada pessoa vê e sente sobre cada um dos segmentos.

Os oito segmentos são:

  • Toccata e Fuga em Ré Menor. Johann Sebastian Bach.

O filme começa de forma abstrata, com formas geométricas, cores e luzes que se movem em sincronia com a música. Aqui somos convidados a sentirmos a música. É algo mais espiritual, intenso.

  • Pines of Rome. Ottorino Respighi.

Uma boa quantidade de baleias voadoras viaja pelo céu e pelo espaço, atravessando nuvens, icebergs e galáxias. Aqui você é convidado a explorar o desconhecido. Há liberdade e transcendência.

  • Rhapsody in Blue. George Gershwin.

Nesse segmento nós vemos uma Nova York da década de 1930, e temos quatro personagens lidando com frustrações, sonhos e desejos em meio à Grande Depressão.

  • Concerto para Piano n° 2, Allegro, Op. 102. Dimitri Shostakovich.

Esse segmento é baseado no conto O Soldadinho de Chumbo de Hans Christian Andersen e mostra a luta de um soldadinho de um pé só que quer se unir a uma bailarina que ama. E para isso ele enfrenta obstáculos e um cruel vilão. É falado então sobre amor, sacrifício e perseverança.

Confesso que eu me lembrei de uma música dos anos 1980 do Trem da Alegria chamada À boneca e o soldadinho. E me emocionei muito ao me lembrar disso.

  • The Carnival of the Animals – Finale. Camile Saint Saëns.

Nesse segmento o tom é mais leve e engraçado. Um grupo de flamingos cor-de-rosa dança de uma forma sincronizada enquanto o Pato Donald tenta se integrar ao grupo. Mas ele não é aceito ao grupo de flamingo, mas ele acaba encontrando sua própria maneira de participar da dança.

Donald aqui representa alguém que não se encaixa nos padrões do grupo e sofre exclusão, mas que acabou achando uma forma de participar fazendo do seu jeito. Não precisamos nos anular para caber no mundo de ninguém. E mais uma vez me identifiquei. Quantas vezes eu mesma passei por isso.

  • The Sorcerer’s Apprentice. Paul Dukas.

Aqui acontece uma reprise do clássico de 1940. Mickey Mouse é aprendiz de feiticeiro mais uma vez. E que perde o controle novamente de uma magia poderosa. Falando de uso indevido do poder, excesso de ambição e irresponsabilidade. E as consequências de ter sido imprudente.

  • Pump and Circumstance – Marches. Edward Elgar.

Nesse segmento a Disney fala sobre A Arca de Noé, mas o foco aqui é sobre vínculo amoroso e o medo da separação.

Pato Donald é encarregado de conduzir os animais para a arca, enquanto Daisy é levada a bordo sem ele. Esse segmento aborda amor conjugal, separação e reconciliação. A música ganha uma leitura mais melancólica.

  • Firebird Suíte. (Versão de 1919). Igor Stravinsky.

Esse último segmento apresenta um espírito da natureza que vive em harmonia com a floresta até ser despertado por uma força destrutiva de fogo. E o fogo consome tudo. E nesse momento a música transmite o medo, o caos e a impotência diante da destruição.

Após a devastação a vida renasce, simbolizando ciclos de morte, renovação e esperança. É como se algo tivesse que “morrer” para que uma nova forma de vida pudesse aparecer. O espírito da Natureza se transforma.

Se eu recomendo essa animação? Com certeza. É uma ótima sequência e acho tão boa quanto a primeira. Vale a pena dar uma olhada.

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