Tensão aumenta e Dinamarca se mobiliza
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (republicano), avalia diferentes meios para aumentar a influência norte-americana e possivelmente anexar a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca. O mandatário insiste que precisa do controle da região para garantir a segurança nacional de seu país frente a países como Rússia e China
A Dinamarca registrou um aumento no número de candidatos ao serviço militar em meio ao reforço da defesa do país diante das ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a Groenlândia.
O alistamento no país é obrigatório, mas o volume de voluntários tem sido suficiente para preencher as vagas. Alguns candidatos chegam a ser rejeitados, mesmo após a ampliação do tempo de serviço de quatro para 11 meses.
Um grupo de 120 novos soldados está participando de um teste para o novo modelo com treinamento maior. Segundo o coronel Kenneth Strøm, chefe do programa de recrutamento, a mudança permite ampliar a capacidade de combate com mais rapidez.
Um dos motivos do aumento de soldados voluntários, vem de Trump dizer que em caso de ataque russo não ajudaria a Dinamarca.
Ano passado, o governo dinamarquês decidiu estender o serviço militar obrigatório de quatro para 11 meses e torná-lo neutro em termos de gênero, eliminando o direito que as mulheres tinham até então de recusar o serviço. A ameaça da Rússia, com a qual todos os países nórdicos estão acostumados a lidar, só aumentou nos últimos anos com a invasão em grande escala da Ucrânia em 2022 e a intensificação dos ataques híbridos.
Tão logo a crise na Groenlândia arrefeceu, Trump voltou a escandalizar os aliados da Otan, especialmente a Dinamarca, ao declarar que os países que serviram ao lado dos EUA no Afeganistão permaneceram “um pouco afastados da linha de frente”.
À exceção dos EUA, a Dinamarca perdeu mais soldados per capita nessa guerra do que qualquer outro país: 44 de seus homens morreram no Afeganistão enquanto serviam em missões lideradas pela Otan, segundo as Forças Armadas da Dinamarca.
Em resposta às declarações de Trump, cidadãos colocaram 44 bandeiras dinamarquesas com os nomes dos militares mortos em frente à embaixada dos EUA em Copenhague na terça-feira da semana passada. A equipe de segurança da embaixada removeu as bandeiras naquela mesma noite, no que o embaixador chamou de “mal-entendido”.
Informações, G1, Terra, Poder 360, DW.
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