

Direção : Edward Dimytryk, com Elizabeth Taylor, Montgomery Clift, Eva Marie Saint, Lee Marvin, Rod Taylor, Walter Abel, Níger Patrick, DeForest Kelley, Agnes Moorehead, Isabel Cooley, Janet Lake e Myrna Hansen entre outros Comparações com ” E o vento levou ” não faltam, afinal ambos são romances ambientados na guerra de secessão. No entanto, só a diferença de quase duas décadas entre os filmes mostra que são propostas diferentes. Montgomery Clift vive um professor idealista e sonhador ( Jonh Wickliff ) que nada tem a ver com Ret Buttler. O mesmo se apaixona por uma jovem sulista com problemas mentais e um segredo no passado Susanna Drake, interpretada por Elizabeth Taylor. Eva Marie Saint vive a namorada que é trocada e não se casa. Um filme que remete ao idílico, à busca por um sentido na vida, vida essa que pode mudar de rumo, seja graças a um novo amor ou à uma guerra. O importante é a busca, o caminho trilhado. Foi durante esse filme que Clift sofreu o acidente de carro que mudaria sua vida. As filmagens foram suspensas por dois meses, tempo no qual o ator passaria por cirurgias plásticas para reconstruir seu rosto. E é impressionante sua resiliência, podemos notar com clareza quais cenas foram gravadas antes e depois do mesmo. Ainda assim ele tem uma interpretação incrível, com o lado esquerdo do rosto paralisado e todo o choque emocional pelo qual passava. Elizabeth Taylor tem outra atuação top, pela qual teve uma de suas indicações ao Oscar. Através da passagem do tempo vemos a crescente perda da lucidez da sua personagem. A química entre os dois grandes amigos na vida real, mais uma vez transparece na tela. Infelizmente, esse é um filme pouco lembrado, mas recomendo muito, uma bela obra marcada por uma tragédia, depois do acidente Monty além das cicatrizes que marcaram seu rosto perfeito, teve um lado da face paralisado, sentia dores fortes, as quais junto com a depressão o levaram a se viciar em álcool e remédios para dor. Viria a morrer de infarto aos 45 anos, no que ficou conhecido como o “ suicídio mais lento da História do cinema “.
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