Carnaval é período de festas, blocos de rua e descanso para parte da população, mas a saúde da coluna merece atenção independentemente da programação. A fisioterapeuta e instrutora de Pilates Dayara Costa alerta que excessos típicos da época podem gerar dores e desconfortos capazes de comprometer os dias seguintes.
Segundo a especialista, a prevenção é mais eficaz do que o tratamento, já que a coluna responde à sobrecarga acumulada e não apenas a um esforço isolado.
Permanecer muito tempo na mesma posição é um dos principais fatores de risco. Para foliões, horas seguidas em pé aumentam a pressão sobre a região lombar. Já quem passa longos períodos sentado ou deitado também pode sofrer impactos negativos. A recomendação é mudar de posição a cada 40 a 60 minutos, alongar o corpo ou caminhar brevemente.
O tipo de calçado também interfere. A orientação é priorizar tênis confortáveis ou sandálias com base estável, evitando modelos que causem fadiga nas pernas e ampliem a sobrecarga na coluna.
Movimentos bruscos durante a dança podem provocar contraturas musculares dolorosas, especialmente em pessoas não habituadas a determinados gestos. O alerta é respeitar os limites do corpo para evitar lesões.
O descanso adequado integra a lista de cuidados. Sono insuficiente e esforço físico excessivo podem deixar o organismo inflamado e mais suscetível à dor, prejudicando a recuperação muscular.
Caso o desconforto persista após o período festivo, a orientação é buscar avaliação profissional para prevenir complicações futuras.
A recomendação central é simples: manter hábitos preventivos para que o único transtorno típico do Carnaval seja o trânsito, e não dores nas costas.
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