Dirigido por Richard Eyre e estrelado por Emma Thompson, Stanley Tucci, Fionn Whitehead, Ben Chaplin, Jason Watkins, Michele Austin, Paul Jesson, Eileen Walsh, Rupert Vansittart, Nicholas Jones e Anthony Calf.
E como sempre eu adoro os filmes que Emma Thompson faz. Não poderia ser diferente nesse drama policial e ficção. Eu fico incrédula quando vejo pessoas indecisas de fazer uma simples transfusão de sangue ou até mesmo cirurgias devido a crenças religiosas.
Eu não tenho nada contra todas as religiões. Longe de mim isso, mas quando uma pessoa se recusa a salvar a sua própria vida ou de alguém da sua família por causa disso para mim é o cúmulo.
O filme é uma adaptação de um romance do Ian McEwan chamado: A Balada de Adam Henry. A sua primeira publicação ocorreu no dia 02 de Setembro de 2014.
Para mim, esse é um dos melhores filmes da Emma Thompson e do Stanley Tucci. E é uma ótima reflexão sobre a vida, o que é prioridade para nós. Temas como: Conflito entre fé e ciência, ética e responsabilidade moral e maturidade na adolescência são analisados por aqui. Então se você não assistiu ainda, eu falaria para você ver. Isso com certeza vai ser uma ótima experiência.
A trama acompanha a vida de Fiona Maye (Emma Thompson). Ela é uma juíza respeitada do Tribunal de Família de Londres. É conhecida por ter uma postura racional, uma ética rigorosa e tomar decisões fundamentadas nas leis. Principalmente em casos delicados envolvendo menores.
Como está sendo o caso agora. Adam Henry (Fionn Whitehead) é um jovem de 17 anos diagnosticado com leucemia. Ele e os pais são Testemunhas de Jeová e, por motivos religiosos recusaram uma transfusão de sangue. Isso é essencial para salvar a sua vida. E como Adam ainda é menor de idade por ter apenas 17 anos cabe ao tribunal decidir se o hospital pode realizar o tratamento contra a vontade dele e da família.
Fiona precisa determinar se Adam possui maturidade suficiente para decidir o seu próprio destino ou se o Estado deverá intervir para preservar a sua vida.
E ao invés de apenas ouvir os argumentos no tribunal, Fiona decide ver o Adam no hospital. E durante esse encontro inesperado, o rapaz mostra para a juíza que tem inteligência, sensibilidade e um interesse grande em entender o que está acontecendo com ele.
Essa cena é muito bonita. Fiona é uma mulher extremamente inteligente e observadora e a uma troca mais humana entre os dois. E que mexe muito com ambos.
E mesmo passando por um caos em casa já que seu casamento com Jack (Stanley Tucci) está passando por maus bocados, ela precisa refletir e analisar cada detalhe do caso mais desafiador de sua carreira.
Após uma profunda reflexão, Fiona autoriza a transfusão, priorizando salvar a vida de Adam. Mas essa decisão traz a tona consequências inesperada para ela.
E se fosse você? O que você faria? Eu preservaria a vida. Isso é o mais importante de tudo, certo? Até que ponto o dever profissional pode interferir nos vínculos entre os humanos? E como escolhas feitas para o bem estar ou a sobrevivência de alguém pode gerar impactos imprevisíveis?
Lembrando que todo ato gera uma consequência. Será que Fiona e Adam estavam preparados para sobreviver e passar por tais consequências?
![]()

