Análise do filme Pinóquio (2022)

Critica de Filmes Desenho Animado Politicas e Sociais

Direção: Guilhermo del Toro

O cineasta realizou uma proeza: um longa de animação em stop- motion, técnica trabalhosa que resultou em uma obra belíssima. Visualmente é um primor, além disso tem números musicais que encantam.

É um filme que fala ao coração sobre temas muito caros: o que fazemos com nosso tempo junto às pessoas amadas? Tempo esse que é finito e tantas vezes mal utilizado.

O livro de Carlo Collodi já teve várias adaptações para o cinema (nesse mesmo ano a Disney realizou um live action) e atrai por falar sobre o sentimento de inadequacão, ” o medo de não pertencer” tão humano.

Del Toro situou sua narrativa na Itália fascista, e a crítica à esse regime totalitário que exige que a pessoa obedeça, sirva e seja o que não é, vem em um momento que a extrema direita está voltando ao mundo.

Na estória original Pinóquio precisa ser bom, obediente e perfeito para ser amado.

Nessa nova versão ele ensina Gepeto que o verdadeiro amor aceita a pessoa como ela é, e que como um personagem diz em outro filme seu ” O labirinto do fauno “: obedecer por obedecer sem questionar não é para qualquer um. Um filme para sentir e refletir.

Distribuido pela Netflix, nas vozes originais estão : Gregory Mann, David Bradley, Ewan McGregor, Ron Perlman, Finn Wolfhard, Cate Blanchett, Christoph Waltz, Tilda Swinton, Burn Gorman, John Turturro, Tim Blake Nelson, Tom Kenny.

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