
“Direção: Neil Jordan ” Talvez não exista outro tipo de amor ” O diretor britânico responsável pelo thriller político erótico ” Traídos pelo desejo ” de 1992 aqui nos entrega um melodrama romântico como poucos. O roteiro escrito pelo mesmo baseado em uma novela de Graham Greene foi premiado com o Bafta de melhor roteiro adaptado. A trama conta a estória de um escritor, Maurice Bendrix , vivido por Ralph Fiennes obcecado pela ex amante, uma mulher que vive um casamento de fachada com um político ( Stephen Rea ).O caso entre os dois começou durante a segunda guerra e Sarah terminou o mesmo após uma quase tragédia durante um bombardeio, só que sem dizer o porque. O fotógrafo Roger Pratt consegue captar todas as nuances da mulher, em algumas cenas é retratada quase de forma etérea, uma aparição ou um anjo pela câmera. Em contraste noutras, quando os dois fazem amor ,de forma lasciva, erótica e apaixonada. Isso é um grande acerto, já que a explicação que vem junto com o desfecho tem a ver com as facetas de Sarah, sagrada e profana ao mesmo tempo. Ralph Fiennes como sempre está muito bem, como o ” outro ” que toma para si os ciúmes que o próprio marido não sente.Lembra outras grandes atuações como apaixonado/ sofredor que teve:” O paciente inglês ” e uma refilmagem de ” O morro dos ventos uivantes “, aonde vive Heatcliff. A química entre os dois esquenta a Londres chuvosa..É uma estória que fala de obsessão, de amor mesmo na ausência, de delicadeza e cuidado, vida e morte.
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