Dirigido por Pablo Larraín
Elenco: Kristen Stewart, Timothy Spall, Jack Farthing, Sean Harris, Sally Hawkins, Stella Gonet, Richard Sammel, Elizabeth Berrington, Jack Nielen, Freddie Spry
Enquanto assistia “Spencer” a impressão que tive foi de que estava vendo “O Iluminado” e não estou falando isso como demérito, muito pelo contrário. O novo filme de Pablo Larrain nos apresenta uma versão diferente da que conhecemos da Princesa do Povo, Diana, que é brilhantemente interpretada por Kristen Stewart, numa intensa e angustiante entrega, fazendo dessa uma de suas melhores (se não for a melhor) atuações da carreira.
Eu tenho certeza de que o Larrain se baseou em “O Iluminado” pra esse filme, pois é literalmente como se a Diana estivesse hospedada no Overlook Hotel e a família real e os funcionários fossem os fantasmas que assombram o local.
Não por acaso, existem várias sequências e personagens que remetem diretamente ao clássico de Stanley Kubrick. Vemos uma Diana que é prisioneira dos costumes da Família Real, ela quer fugir dos jantares, das etiquetas que marcam quais roupas deve usar em tal dia e tal ocasião e é apenas na companhia de seus filhos e nas coisas simples que gosta de fazer, como ir numa lanchonete fast food, por exemplo, que sente-se feliz e livre, fazendo joguinhos infantis ou mesmo resgatando lembranças da infância ao ver um velho espantalho.
A trilha sonora de Jonny Greenwood tem o tom exato da narrativa, com temas sombrios e melancólicos numa mistura de passagens jazzísticas com música erudita, resultando em acordes pesados que casam perfeitamente com a atmosfera densa do filme.
A última cena do filme, apesar do tom mais leve e esperançoso se torna ainda mais triste quando temos em mente o que aconteceu depois na realidade. “Spencer” é um filme dolorido, intenso, angustiante e fantasmagórico. Mas, nada disso seria possível se não fosse a total entrega de sua protagonista, Kristen Stewart simplesmente irretocável e sublime.
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Parabéns pela crítica!
Parabéns pelo artigo