Análise do Filme: Berenice Procura. (2017)

Critica de Filmes

Dirigido por Allan Fiterman e estrelado por Cláudia Abreu, Eduardo Moscovis, Valentina Sampaio, Veggari, Vera Holtz, Emílio Dantas, Thalita Zampirolli e Caio Manhente.

Esse filme é um thriller policial misturado com suspense psicológico, mistério e investigação. É baseado no livro com o mesmo nome, do escritor Luiz Alfredo Garcia-Roza.

A trama gira em torno de Berenice. (Cláudia Abreu) que é uma taxista, e que tem uma vida tão monótona e solitária. Ela parece viver por viver. Como se ela estivesse no piloto automático.

Berenice é casada com Domingos (Eduardo Moscovis), um repórter policial, mas extremamente machista e sexista e até mesmo violento. O casamento dos dois já acabou faz tempo, porém ele não quer dar o braço a torcer.

Berenice tem um filho de 15 anos, Thiago (Caio Manhente), um adolescente que está descobrindo a sua própria sexualidade. Entretanto ele não fala nada para nenhum dos pais. Thiago está se descobrindo transexual e vive indo em uma boate, onde sua melhor amiga, Isabelle (Valentina Sampaio) se apresenta.

Certo dia, Isabelle é encontrada sem vida, por uma criança na praia de Copacabana e é a partir daí que a história se desenrola.

Berenice começa a investigar esse caso até o fundo para tentar descobrir quem é o verdadeiro culpado dessa morte horrenda. O filme trata de temas extremamente importantes e polêmicos.

Mulheres sendo agredidas de todas as formas, transexuais sendo mortos, humilhados, agredidos. Para mim, isso é absurdo. Você não tem que concordar e achar tudo lindo e maravilhoso. Só aceitando as diferenças e não julgando, menosprezando, ferindo já ajuda e muito.

Infelizmente os tais crimes de ódio contra mulheres, homossexuais, transexuais acontece e com muita frequência. E isso era algo que tinha de ser erradicado. Extinto no mundo todo.

Outro assunto que mostra é como a família que é tida como “tradicional ou a normal” no filme é a que menos está feliz. Não há amor, carinho ou respeito naquela casa. Há três pessoas que agem como estranhos e só coabitam o lugar.

Enquanto a família que não é de sangue e se uniram por necessidade tem muito mais amor, carinho e respeito por todos. E o laço entre eles era muito mais sólido do que a família de Berenice.

Às vezes, uma pessoa de “fora” que não é realmente da sua família sanguínea, tem muito mais carinho, respeito e admiração do que um parente de sangue.

Enfim, eu adorei a temática do filme e espero que mais filmes assim sejam feitos. E assim ajudar mais e mais pessoas a perceberem que o mais importante é você ser feliz com a sua verdade, a sua essência.

A mudança de Berenice ao longo do filme é visível. Ela deixou de ser uma mulher apática, quase sem vida para uma mulher muito mais viva e dinâmica.

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