Rose sofre um grave acidente de moto e é submetida a uma cirurgia de emergência. A operação, no entanto, é parte de um experimento que consiste em implantar tecidos artificiais no organismo. Após o procedimento médico ser concluído, ela desenvolve uma sede insaciável por sangue e parte em busca de vítimas.
Por mais que eu goste da fase “clean” de David Cronenberg, é no body horror que ele mais manda bem. “Rabid” (o título nacional é uma pérola) é um suspense que mistura filme de zumbi com vampirismo de uma forma impecável. Estrelado por Marilyn Chambers (daí a maravilha do título dado pelos brasileiros), famosa pelo clássico do pornô “Atrás da Porta Verde”, “Rabid” emula vários elementos de filmes do mestre George Romero, especialmente “O Exército do Extermínio”, numa homenagem sincera e sangrenta como merece. Assistindo ao filme pode se notar que muitas cenas são extremamente parecidas com “Zombie- O Despertar dos Mortos” realizado um ano depois de “Rabid”, semelhança também perceptível na trilha sonora. Passados mais de 40 anos depois de seu lançamento, a obra de Cronenberg segue resistindo fortemente ao tempo, mesmo com sua produção visivelmente de baixo orçamento, as cenas de violência aliadas com seu roteiro calcado no horror envolvendo a medicina e um olhar para a ameaça de epidemias de doenças que começariam a se alastrar pelo mundo nas décadas seguintes, tornando “Rabid” ainda extremamente atual. Curiosamente o filme anterior de Cronenberg, “Calafrios” foi classificado como pornográfico pelos censores do Canadá, eis que ele retorna com uma protagonista saída diretamente do cinema pornô hahahahaha, outra curiosidade, quem inicialmente iria fazer a personagem seria a Sissy Spacek, durante o filme o cartaz de “Carrie- A Estranha” aparece exposto num cinema onde a Rose passa pela frente. Filmaço, um dos melhores da carreira de Cronenberg.
No elenco também tem Howard Ryshpan, Susan Roman, Frank R. Moore, Joe Silver, Patricia Gage, Roger Periard, Victor Désy, Una Kay, Miguel Fernández.
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