Análise do filme Dark Blood (1993/2012)

Critica de Filmes

River Phoenix interpreta um jovem viúvo (o garoto) que vive sozinho em um deserto, após a morte de sua esposa, em decorrência de um câncer ocasionado pelos testes nucleares. Em meio a sua solidão e amargura, o garoto socorre um casal, em lua de mel, que esta com o carro quebrado e é quando ele se apaixona pela recém-casada (Judy Davis), dando início a um comportamento obsessivo.

Esse é um filme que eu acreditava que jamais iria assistir algum dia. Em 1993 River Phoenix faleceu devido a uma overdose, sua carreira iria alcançar o ápice com sua participação em “Entrevista com o Vampiro”, porém antes disso estava em pleno processo de filmagens de “Dark Blood”, como resultado de sua morte prematura, o filme foi engavetado e nunca completado. 19 anos depois eis que George Sluizer decidiu montar o filme com ajuda de crowdfunding e lançou-o no circuito fechado apenas para festivais e com cópias distribuídas em fã-clubes do ator. É difícil avaliar um filme assim, pois mesmo tendo começo, meio e fim não está na íntegra, em vários momentos o filme pára e surge uma narração feita pelo próprio cineasta informando tudo o que aconteceria se as cenas existissem na projeção, cenas essas de grande importância dramática na trama. Além de Phoenix, no elenco temos também a presença de Jonathan Pryce, Judy Davis e Karen Black. A personagem de Phoenix é complexa, intensa e bem perturbada. O filme parece uma mistura de “O Céu que Nos Protege” e “Paixões na Floresta”. Um bom suspense que infelizmente marcou a despedida de um jovem ator que tinha tudo para se tornar um dos melhores de sua geração, coisa que já vinha provando desde muito cedo. Mesmo inacabado vale muito a pena uma conferida

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